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Alexander Zverev: o número 1 mais contestado da história?

Alemão chegou ao topo do ranking dividindo opiniões

Cabeça de Chave|Ari PeixotoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alexander Zverev chegou ao topo do ranking mundial de tênis, mas enfrenta contestação devido ao seu desempenho contra adversários do top 10.
  • Apesar de ter vencido dois Grand Slams e ter um aproveitamento de 79,3% na temporada, Zverev teve apenas três vitórias contra jogadores do top 10.
  • Zverev defende sua posição de número 1, destacando suas conquistas e superação de uma grave lesão no tornozelo, mas enfrenta críticas da mídia e rejeição do público.
  • Além das questões em quadra, Zverev também lida com polêmicas pessoais, incluindo acusações de abuso doméstico, que contribuem para sua imagem polarizadora.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os questionamentos já vinham surgindo, primeiro em baixo volume, tipo burburinho, sabe como é? Mas bastou perder na estreia do Masters 1000 de Paris para que o volume aumentasse. Afinal, apesar dos resultados durante a temporada, a chegada de Alexander Zverev ao número 1 do ranking provocou contestações, especialmente porque, durante o ano, teve apenas três vitórias contra adversários do top 10.

Na entrevista pós-derrota contra o italiano Lorenzo Musetti, na primeira rodada de Paris, o alemão mostrou irritação com os comentários e afirmou que tem sido obrigado a justificar uma conquista que considera merecida.

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“Acho que mereço estar onde estou, mesmo tendo perdido hoje. Para ser sincero, fiquei um pouco irritado nos últimos dias. Chegar ao número 1 do mundo é algo com que todo jogador sonha, mas tenho a impressão de ser o único líder do ranking na história do tênis que precisa explicar por que está tudo bem eu ser número 1”, afirmou Zverev.

“Não acredito que alguém tenha precisado se justificar tanto quanto eu nos últimos dias. Isso me incomoda, para ser sincero”, concluiu. Zverev chegou ao top 1, ultrapassando Jannik Sinner, que não joga desde Wimbledon devido a uma lesão no joelho. Por coincidência, o torneio inglês foi vencido pelo italiano sobre... Zverev.

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Temporada

Apesar dos olhares enviesados, uma coisa não se pode descartar. Alexander Zverev teve um aproveitamento de 79,3% durante o ano, com 65 vitórias e 18 derrotas nas chaves de simples. Ele ergueu seus dois primeiros troféus de Grand Slam nesta temporada, em Roland Garros e no US Open. Foi vice em Wimbledon e semifinalista no Australian Open. Venceu o Aberto do México nas duplas, ao lado do brasileiro Marcelo Melo, e foi vice no Masters 1000 de Madrid.

Mas aí, bem, aí vem uma curiosidade. O retrospecto de Alexander Zverev contra os tenistas do top 10 mostra as dificuldades contra seus principais rivais. Foram apenas 3 vitórias e 8 derrotas. Os confrontos detalhados contra as maiores potências do circuito ilustram bem esse cenário.

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Jannik Sinner, por exemplo, foi o maior algoz do alemão no ano. O italiano venceu os 5 confrontos, entre eles duas decisões de peso, na grama sagrada de Wimbledon e no Masters 1000 de Madrid. Sinner também bateu Zverev nas semifinais de Indian Wells, Miami e Monte Carlo.

O espanhol Carlos Alcaraz também levou a melhor na única partida em que se enfrentaram, uma semifinal épica no Australian Open, que durou 5 horas e 27 minutos. Foi a semifinal mais longa da história do AO, superando por 13 minutos a partida de 2009 entre Rafael Nadal e Fernando Verdasco (5 horas e 14 minutos). Além disso, tornou-se o terceiro jogo de maior duração já registrado na história do torneio.

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Novak Djokovic foi outro que só enfrentou o alemão uma vez, nas quartas de final do ATP 500 de Pequim, e venceu.

As vitórias foram contra os americanos Taylor Fritz, nas quartas de Wimbledon, e Ben Shelton, na final do US Open. Ainda assim, é bom lembrar que Fritz também venceu Zverev no ano.

Para fechar, nas quartas do Masters 1000 de Xangai, o alemão venceu Alex de Minaur (não conta, mas na fase de grupos da Laver Cup, perdeu para o australiano).

Além disso, não custa lembrar as lesões de dois concorrentes diretos, Sinner e Alcaraz, que perderam partes cruciais do circuito.

Desempenho

Nos Grand Slam, Zverev teve um desempenho sólido, com 25 vitórias e apenas 2 derrotas (92,6%). Nos Masters 1000, foram 24 vitórias contra 8 derrotas (75%), um percentual ligeiramente superior ao dos ATP 500, com 11-4 (73,3%). A única competição em que ele teve um desempenho de 100% foi na Copa Davis, com dois jogos e duas vitórias contra a Croácia.

Ou seja, apesar do retrospecto negativo contra a elite (3–8), a regularidade de Zverev contra tenistas fora do top 10, em que obteve mais de 60 vitórias (uma delas contra João Fonseca, nas quartas de final do Masters 1000 de Monte Carlo), somada aos títulos em Paris e Nova York, garantiram pontos fundamentais para consolidá-lo como o número 1 do mundo ao final da temporada de 2026.

E, claro, sempre haverá quem lembre das polêmicas extra-quadra, pessoais, como as graves acusações públicas de abuso doméstico contra duas ex-namoradas, processos que foram encerrados, mas que geram rejeição por parte do público, que transformam Zverev em um dos líderes mais polarizadores e vaiados do circuito.

Mas, apesar de todas as contestações, Alexander Zverev defende com unhas e dentes (e raquetes) a legitimidade de sua temporada. Superando uma grave lesão no tornozelo sofrida em 2022 (sete ligamentos rompidos e dois ossos fraturados), ele jogou mais de 80 partidas em 2026, ergueu dois Majors e foi coroado pela matemática incontestável do ranking.

Talvez boa parte desta insatisfação com a posição que ele ocupa esteja na má-vontade da mídia especializada, que não vê em Zverev o carisma de Alcaraz e de Djokovic, a técnica de Sinner ou a garra (às vezes excessiva) de Shelton.

A ver.

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