Acidentes ou catimba? Pedidos de parada por Rafael Jodar começam a incomodar o circuito
Espanhol tem pedido tempo para trocar cadarços e palmilhas em momentos de pressão
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ele fez de novo. Durante a partida contra Dennis Shapovalov, na noite de sábado (15), no Masters 1000 de Cincinnati, Rafael Jodar perdia o terceiro set por 5/1 quando parou o jogo três vezes. Uma para atendimento médico (supostamente sentiu o punho) e outras duas alegando que seu cadarço havia estourado (o vídeo abaixo mostra a segunda vez).
Ele chegou a pedir para o boleiro levar seu tênis até o pai (técnico) na arquibancada para trocar a palmilha. Irritado, Shapovalov ensaiou uma discussão, que não prosperou.
Mas as longas paralisações esfriaram e desconcentraram o canadense, que teve duas vezes o saque para fechar, um match-point em que forçou segundo saque e cometeu dupla-falta. Sentiu a pressão. Jodar virou o jogo e fechou em 7/5.
Essa mesma cena, de cadarços rompidos em momentos cruciais, já havia ocorrido semanas antes, na final do torneio de Washington, contra o tenista Taylor Fritz, que foi flagrado rindo com ironia da situação. Mas, desta vez, o espanhol saiu de quadra derrotado.
Ninguém está questionando a técnica de Rafael Jodar. Embora suas táticas de vestiário atraiam vaias, a força mental e o desempenho do jovem espanhol de 19 anos em sets decisivos são estatisticamente assustadores na temporada de 2026. Em sets decisivos, Jodar teve 14 vitórias e apenas 3 derrotas.
O problema é que, se fossem eventuais, estes “incidentes” poderiam ser considerados normais. Mas, como a situação está se tornando recorrente, o vestiário está observando. E seus adversários começam a ficar insatisfeitos com a situação, encarando a atitude de Jodar como falta de fair-play proposital, para esfriar seus adversários.
O que diz a regra da ATP
De acordo com o Livro de Regras Oficiais da ATP, o regulamento busca equilibrar o bom senso com o combate à cera.
Se um cadarço arrebenta, uma palmilha quebra ou o calçado rasga durante um rali, o árbitro de cadeira concede um tempo razoável para a substituição. O jogo não é paralisado indefinidamente, mas permite-se a troca para que o tenista não jogue em condições perigosas.
Mas, se o árbitro notar que o jogador está forçando a situação ou demorando intencionalmente para receber instruções ou esfriar o rival, ele pode aplicar um chamado por Violação de Tempo. Reincidências geram perda de ponto e, posteriormente, perda de game.
Para lesões ou dores físicas (como Jodar alegou no punho em Cincinnati), o atleta tem direito a 3 minutos de tratamento após a chegada do fisioterapeuta à quadra. No entanto, as regras proíbem que o atendimento ocorra imediatamente antes de o adversário sacar pelo jogo, uma brecha polêmica que muitos tenistas exigem que a ATP mude.
O que diz Jodar
O espanhol parece pouco preocupado com as críticas. E se defende dizendo que são fatores que ele “não pode controlar”. A seu favor, a palavra de alguns especialistas, que apontam que seu estilo de jogo, com muitos deslizamentos na quadra rápida, desgasta excessivamente os materiais da marca fornecedora de tênis.
Talvez seja hora de trocar de fornecedora.
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