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Um holandês perigoso no caminho de João Fonseca

Estreia em Cincinnati contra Van de Zandschulp promete jogo pegado

Cabeça de Chave|Ari PeixotoOpens in new window

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Uma pedreira espera João Fonseca na estreia no Masters 1000 de Cincinnati, EUA, neste domingo (16), por volta do meio-dia. O holandês Botic Van de Zandschulp, 59º do ranking, vem embalado por bons resultados em Montreal, onde bateu Daniil Medvedev, Hubert Hurkacz e só foi parado nas oitavas em Jakub Mensik. O brasileiro também foi até as oitavas, mas acabou caindo para o americano Ben Shelton, que acabaria conquistando o bicampeonato do torneio.

Os dois tenistas já se enfrentaram, com uma vitória para cada um. Em 2024, na Copa Davis, 2 a 0 para o brasileiro. Em 2025, no ATP 250 de Bruxelas, deu o holandês, também por 2 sets a 0.


As qualidades do holandês

Botic Van Zandschulp tem um primeiro serviço muito forte e costuma abrir a quadra para gerar pontos rápidos. Em quadras como a de Cincinnati, mais veloz do que a de Montreal, onde a bola corre mais, o saque tende a fazer mais efeito. Será um bom teste para a devolução de João Fonseca, e um ponto que pode ser chave na partida, na busca por uma eventual quebra.

Além disso, quase sempre ele usa o primeiro serviço para preparar seu forehand com agressividade. Botic também consegue sustentar trocas de bola longas no fundo de quadra e sabe acelerar quando encontra espaço.


O holandês vive uma fase boa neste verão americano e adora transformar os jogos em zebras monumentais. Como já dito acima, em Montreal ele surpreendeu o circuito ao derrotar Medvedev e Hurkacz. Sem esquecer que ele tem no currículo uma vitória de 3 a 0 sobre Carlos Alcaraz no US Open de 2024.

Defeitos a explorar

O segundo serviço do holandês é um ponto fraco, estatisticamente ele venceu pouco menos da metade dos pontos disputados. Se João Fonseca devolver com agressividade e golpes profundos, pode pressionar Botic e deixá-lo em má situação.


Apesar do saque forte, Botic não costuma buscar os aces com muita frequência. Isso favorece o brasileiro, que pode usar sua movimentação para entrar e conduzir o ponto.

Van de Zandschulp eventualmente apresenta momentos brilhantes com lapsos de concentração, quando a partida exige muito dele fisicamente.


Além disso, claro, o saque do brasileiro pode fazer (muita) diferença.

Como o blog afirma no início do texto, a partida vai ser uma pedreira. Mas se João Fonseca encontrar a trilha certa, logo no início, as chances de vitória serão maiores.

A ver.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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