Logo R7.com
RecordPlus

João Fonseca tem histórico preocupante de problemas físicos nesta temporada

Tenista brasileiro sofreu mais uma lesão, mais uma desistência

Cabeça de Chave|Ari PeixotoOpens in new window

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • João Fonseca desistiu do US Open devido a uma lesão abdominal, somando quatro problemas físicos distintos em 2026.
  • Lesões anteriores incluíram dores lombares, incômodo no punho direito e dores no ombro, afetando sua participação em torneios importantes.
  • Fonseca possui uma condição congênita na coluna, agravada pelas exigências do circuito profissional, levando a múltiplas lesões.
  • O tenista e sua equipe estão focados na recuperação completa para evitar novas lesões e planejam seu retorno em torneios futuros, começando pela Copa Davis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

João Fonseca tem uma condição estrutural congênita na coluna, agravada pelas exigências físicas extremas Eric Bolte/IMAGN IMAGES via Reuters Connect - 09.08.2026

O ano de 2026 de João Fonseca tem sido marcado por problemas físicos recorrentes, culminando com a sua desistência do US Open, devido a uma lesão no abdômen. Ao todo, o brasileiro acumulou ausências em torneios importantes do circuito devido a quatro problemas médicos distintos ao longo do ano.

⁠Logo no início da temporada, em janeiro e fevereiro, ele sentiu dores na região lombar, que adiaram sua estreia no ano. João Fonseca teve que abrir mão dos ATPs 250 de Brisbane e Adelaide, na Austrália, e desfalcou a equipe brasileira na copa Davis.


Veja Também

Sua participação no Australian Open, o primeiro Grand Slam do ano, foi prejudicada e ele acabou sendo eliminado precocemente.

Em maio, um incômodo no punho direito o afastou do ATP 500 de Hamburgo.


Em junho, dores no ombro direito o tiraram do ATP 250 de Eastbourne, torneio na grama que serve como preparação tradicional para Wimbledon.

E a mais recente, uma lesão no abdômen durante um treino em Cincinnati o forçou a abandonar o Masters 1000 antes de disputar a terceira rodada e, logo em seguida, inviabilizou sua participação no US Open, o último Grand Slam da temporada, que começa no dia 30 deste mês.


Apesar de ter alcançado resultados históricos, como as quartas de final de Roland Garros, quando bateu Casper Ruud e Novak Djokovic, a falta de sequência de jogos tem freado a consolidação de João Fonseca no ranking, em relação a outros atletas da sua geração.

Como conseguiu defender pontos importantes ao longo do ano, o brasileiro mantém a 26a. posição no ranking da ATP, ainda como tenista nº 1 do Brasil.


O que está por trás de tantas lesões?

João Fonseca tem uma condição estrutural congênita na coluna, agravada pelas exigências físicas extremas da transição para o circuito profissional da ATP. Somados, estes fatores anatômicos, mecânicos e de calendário acabam prejudicando a performance do brasileiro.

O tenista nasceu com uma fraqueza na conexão óssea da vértebra lombar. Mais jovem, ele sofreu uma fratura por estresse no local, o que faz com que essa condição crônica exija manejo constante pois os movimentos repetitivos e as rotações intensas do tênis geram uma imensa sobrecarga na região lombar.

Quando um atleta joga sentindo dores ou tentando proteger uma região lesionada, como a lombar, o corpo compensa alterando o movimento. Isso sobrecarrega outras articulações e grupos musculares, o que pode explicar a variedade de lesões em locais que exigem alta explosão.

Além disso, há que se levar em conta que o brasileiro enfrenta os primeiros momentos de alta exigência em partidas de 5 sets, e confrontos de muita intensidade contra os melhores do mundo, como aconteceu em Roland Garros. Aos 21 anos, seu corpo ainda passa por maturação muscular para aguentar o impacto contínuo das partidas no circuito.

O retorno às quadras

A decisão do tenista e sua equipe de focar 100% na recuperação, sem acelerar prazos, pode quebrar este ciclo de lesões sequenciais e, quem sabe, proteger a longevidade da carreira. Mesmo com um histórico de apenas 32 jogos disputados no ano devido às paradas médicas, a expectativa é consolidar sua recuperação física no Rio de Janeiro para que ele possa jogar a reta final da temporada sem novas interrupções.

Evoluindo como planejado, o tratamento vai preparar João Fonseca para alguns bons desafios.

Copa Davis (18 e 19 de Setembro), contra a Suiça, no Rio de Janeiro.

⁠ATP 500 de Tóquio (30 de Setembro a 6 de Outubro), torneio que abre a gira asiática em quadras rápidas.

⁠Masters 1000 de Xangai (7 a 18 de Outubro).

ATP 500 da Basileia (26 de Outubro a 1º de Novembro), talvez o torneio mais importante para o brasileiro, já que ele entra como o atual campeão e defende os 500 pontos conquistados ano passado.

E o último grande torneio regular da temporada européia em quadras cobertas, o ⁠Masters 1000 de Paris (2 a 8 de Novembro).

Agora, é esperar para rever João Fonseca de novo dentro de quadra, disparando seus forehands matadores...

Search Box

Não perca nenhum lance! Siga o canal de esportes do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.