Primeiro confronto entre seleções europeias entrega tudo: um dos grandes jogos da Copa
Treinador croata ‘presenteia’ o comandante inglês com erros decisivos, e Inglaterra aproveita para conquistar vitória por 4 a 2
O primeiro confronto entre seleções europeias nesta Copa do Mundo entregou tudo o que se esperava. Inglaterra e Croácia protagonizaram um duelo pesado, cercado pela rivalidade construída nos últimos encontros em Eurocopas e Copas do Mundo.
O duelo também trouxe à memória o último confronto entre as equipes em Mundiais, aumentando ainda mais a expectativa para uma partida que prometia equilíbrio e muita intensidade.
Antes mesmo da bola rolar, Thomas Tuchel chamou a atenção ao deixar fora da convocação jogadores importantes como Cole Palmer, Phil Foden e Harry Maguire. Do outro lado, a experiente Croácia de Zlatko Dalić, treinador responsável por conduzir o país a duas semifinais consecutivas de Copa do Mundo, buscava mais uma atuação marcante em grandes competições.
A seleção inglesa começou melhor e controlou as ações nos minutos iniciais. Com uma saída de bola organizada, utilizando dois zagueiros e o volante recuando para auxiliar a construção, os ingleses encontraram espaços e criaram as melhores oportunidades.
O primeiro gol saiu dos pés de Harry Kane. O atacante converteu uma cobrança de pênalti que precisou ser repetida após invasão do goleiro croata. Na primeira tentativa, Kane desperdiçou, mas na segunda não deu chances e colocou a Inglaterra em vantagem: 1 a 0.
Mesmo dominada em parte da primeira etapa, a Croácia mostrou a força que a transformou em uma das seleções mais competitivas dos últimos anos. Após uma boa jogada ofensiva, Baturina aproveitou uma ajeitada dentro da área para empatar a partida em 1 a 1.
O gol mudou o panorama do confronto. Os croatas passaram a controlar mais a posse de bola e cresceram emocionalmente na partida.
Ainda assim, a Inglaterra voltou a ficar à frente no placar. Em cobrança de escanteio de Declan Rice, Kane apareceu livre para cabecear e marcar seu segundo gol no jogo: 2 a 1.
Mas os ingleses não conseguiram sustentar a vantagem. Já perto do intervalo, Perišić fez a assistência para Musa deixar tudo igual novamente: 2 a 2.
Na volta para o segundo tempo, a equipe de Tuchel mostrou uma postura mais agressiva e rapidamente foi recompensada. Jude Bellingham apareceu em momento decisivo para marcar o terceiro gol inglês e recolocar sua seleção em vantagem: 3 a 2.
A Inglaterra teve a chance de ampliar logo depois, mas encontrou pela frente um inspirado Dominik Livaković. O goleiro croata realizou três defesas espetaculares na mesma jogada, evitando o quarto gol inglês. Em outros momentos, os arqueiros também se destacaram, incluindo duas grandes intervenções em finalizações de Kane.
Com o passar do tempo, o jogo perdeu intensidade. As substituições realizadas por volta dos 25 minutos da etapa final diminuíram o ritmo da partida, e a Inglaterra optou por uma postura mais cautelosa, fechando os espaços e apostando nos contra-ataques.
Foi justamente nesse cenário que apareceu o “presente” mencionado por Tuchel. A Croácia se lançou ao ataque em busca do empate, deixou espaços e permitiu que a Inglaterra explorasse os contra-golpes. Nos minutos finais, Marcus Rashford aproveitou uma dessas oportunidades para marcar o quarto gol e sacramentar a vitória inglesa por 4 a 2.
Em uma partida repleta de emoção, reviravoltas e grandes atuações individuais, a Inglaterra saiu de campo com uma vitória importante e a sensação de que pode ser uma das protagonistas da competição. Já a Croácia mostrou novamente sua capacidade de competir em alto nível, mas acabou pagando caro pelos espaços concedidos na reta final do confronto.
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