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Como a pressão no Brasileirão devolveu o comando aos técnicos nacionais

Com 18 trocas de técnico em 28 rodadas, clubes abandonam a aposta em estrangeiros e recorrem a treinadores brasileiros para apagar incêndios

Arena Atual|Daniel RiveraOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Campeonato Brasileiro tem mostrado uma tendência de retorno aos técnicos nacionais após um início com muitos estrangeiros.
  • Na primeira rodada, havia 11 técnicos brasileiros e 9 estrangeiros; agora, são 15 brasileiros e apenas 5 estrangeiros.
  • Até a 28ª rodada, ocorreram 18 demissões de treinadores, com 4 das últimas 5 demissões envolvendo técnicos estrangeiros.
  • Os clubes tendem a optar por técnicos brasileiros em momentos de crise, buscando estabilidade e experiência local.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Contratação de Eduardo Baptista pelo Inter aponta o caminho tomado pelos times brasileiros Reprodução/Instagram/@scinternacional

O Campeonato Brasileiro sempre foi conhecido por sua pouca paciência com trabalhos de longo prazo, mas a atual edição escancara uma mudança clara no comportamento dos dirigentes.

Se o torneio começou com um recorde de sotaques nas comissões técnicas, o decorrer das rodadas mostrou um forte movimento de retorno às origens para tentar salvar a temporada.

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O raio-x do início x cenário atual

Na primeira rodada da Série A, os clubes foram comandados por 11 técnicos brasileiros e 9 estrangeiros, divididos entre 5 argentinos, 2 portugueses, 1 colombiano e 1 uruguaio. A presença maciça de gringos indicava uma manutenção da tendência dos últimos anos de buscar alternativas fora do país.

Porém, a instabilidade nos resultados mudou completamente essa configuração. Com a chegada de Eduardo Baptista ao Internacional, o campeonato conta agora com 15 treinadores brasileiros e apenas 5 estrangeiros (sendo 4 portugueses e 1 argentino).

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A dança das cadeiras: 18 demissões em 28 rodadas

Até a 28ª rodada, a competição somou 18 demissões de treinadores. O ritmo de quedas começou cedo e atingiu equipes de todas as partes da tabela:

  • 3ª Rodada: Jorge Sampaoli (Atlético-MG)
  • 3ª Rodada: Fernando Diniz (Vasco)
  • 4ª Rodada: Juan Carlos Osorio (Remo)
  • 4ª Rodada: Filipe Luís (Flamengo)
  • 4ª Rodada: Hernán Crespo (São Paulo)
  • 6ª Rodada: Tite (Cruzeiro)
  • 7ª Rodada: Juan Pablo Vojvoda (Santos)
  • 8ª Rodada: Martín Anselmi (Botafogo)
  • 9ª Rodada: Gilmar Dal Pozzo (Chapecoense)
  • 10ª Rodada: Dorival Júnior (Corinthians)
  • 15ª Rodada: Roger Machado (São Paulo)
  • 17ª Rodada: Fábio Mathias (Chapecoense)
  • 18ª Rodada: Renato Gaúcho (Vasco)
  • 22ª Rodada: Luis Zubeldía (Fluminense)
  • 23ª Rodada: Franclim Carvalho (Botafogo)
  • 27ª Rodada: Luís Castro (Grêmio)
  • 27ª Rodada: Léo Condé (Remo)
  • 28ª Rodada: Paulo Pezzolano (Internacional)

O retorno à “solução caseira” na hora do aperto

O dado mais emblemático dessa rotação está nas mudanças mais recentes. Das últimas cinco demissões registradas na competição, quatro foram de treinadores estrangeiros. Em todas as cinco substituições, a escolha dos gestores foi por contratar um técnico brasileiro.

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Isso revela um padrão comportamental recorrente no futebol nacional: quando a situação fica difícil e o risco de rebaixamento ou crise se aproxima, a convicção nos projetos com profissionais estrangeiros dá lugar à busca pela “solução caseira” — nomes conhecidos no mercado interno e com rodagem para gerir momentos de alta pressão.

Quem é quem atualmente na Série A

Confira o panorama atual dos 20 técnicos da competição:

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  • Athletico-PR: Odair Hellmann (Brasileiro)
  • Atlético-MG: Eduardo Domínguez (Argentino)
  • Bahia: Rogério Ceni (Brasileiro)
  • Botafogo: Tite (Brasileiro)
  • Bragantino: Vágner Mancini (Brasileiro)
  • Chapecoense: Rafael Lacerda (Brasileiro)
  • Corinthians: Fernando Diniz (Brasileiro)
  • Coritiba: Fernando Seabra (Brasileiro)
  • Cruzeiro: Artur Jorge (Português)
  • Flamengo: Leonardo Jardim (Português)
  • Fluminense: Marcão (Brasileiro)
  • Grêmio: Renato Gaúcho (Brasileiro)
  • Internacional: Eduardo Baptista (Brasileiro)
  • Mirassol: Rafael Guanaes (Brasileiro)
  • Palmeiras: Abel Ferreira (Português)
  • Remo: Thiago Carpini (Brasileiro)
  • Santos: Cuca (Brasileiro)
  • São Paulo: Dorival Júnior (Brasileiro)
  • Vasco: Pedro Emanuel (Português)
  • Vitória: Jair Ventura (Brasileiro)

Só o tempo dirá se as escolhas foram certas. Mas, o que podemos dizer é que a maioria dessas demissões acontece devido a uma série de maus resultados ou quando o clube está dentro ou perto da zona de rebaixamento.

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