"The New York Times" cobra destituição de Blatter e reestruturação da Fifa
Mais Esportes|Do R7
Nova York, 28 mai (EFE).- O jornal americano "The New York Times" decicou seu editorial desta quinta-feira ao escândalo de corrupção da Fifa, afirmando que é prioritária a destituição do cargo do presidente, o suíço Joseph Blatter. O texto se refere a prisão de 14 pessoas, supostamente ligadas a uma rede de crime organizado, entre elas o ex-presidente da CBF, José Maria Marin. As detenções aconteceram a partir de investigações da Promotoria Geral dos Estados Unidos. Blatter, segundo o jornal, "não viu razão alguma para deixar de aspirar nesta sexta-feira a um quinto mandato e não mostrou intenção de revisar a escolha de Rússia e Catar", como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente. "Desta vez, não deveria permitir que a Fifa dê a entender que o problema afeta poucos funcionários corruptos. O primeiro passo é a imediata destituição do Sr. Blatter e a reestruturação da Fifa", aponta o editorial. O "The New York Times" cobra ainda que as escolhas de Rússia e Catar deveriam ser examinadas novamente, e ainda aproveitou para lembrar das condições em que trabalham os estrangeiros empregados no país asiático, que se prepara para sediar o Mundial de 2022. A publicação lembra que o "complicado e impenetrável" mundo da Fifa gerou receitas de US$ 5,7 bilhões entre 2011 e 2014, e que mesmo assim, "opera majoritariamente por trás de portas fechadas". Outro jornal americano, "The Wall Street Journal", também discute o tema em suas páginas editoriais, e lembrou que apesar do dinheiro que movimenta, a entidade "não tem que responder para acionistas, nem para eleitores de qualquer país". Segundo a publicação, "a corrupção de amplo alcance ameaça o esporte". EFE ag/bg










