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Sharapova se diz orgulhosa de herança russa e nega querer cidadania norte-americana

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LONDRES (Reuters) - A mudança de Maria Sharapova da Sibéria para a Flórida aos sete anos de idade mudou sua vida e a colocou no caminho da fama e da fortuna, mas ela diz que jamais daria as costas à terra natal.

Pode ser fácil esquecer que Sharapova, vencedora de cinco títulos de Grand Slam e atleta feminina mais bem paga do mundo, é russa – até vê-la em uma coletiva de imprensa pós-jogo falando em sua língua nativa.

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Com 32 milhões de dólares em prêmios, uma série de patrocínios lucrativos, sua própria marca de doce e até um namorado famoso, o também tenista Grigor Dimitrov, Sharapova é a encarnação do sonho americano.

Ainda assim, ela rejeita a ideia de trocar seu passaporte russo por um norte-americano, como a ex-tcheca Martina Navratilova fez no início de sua carreira brilhante.

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“Eu teria feito se quisesse (trocar de cidadania), mas jamais foi um dilema na minha família ou na minha equipe eu querer trocar de cidadania”, disse a russa ao canal CNBC em uma entrevista que irá ao ar na quarta-feira.

Sharapova ainda dá o melhor de si para a Rússia na Fed Cup e carregou a tocha na Olimpíada de Inverno de Sochi um ano atrás.

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Ela afirmou que sua herança russa moldou seus instintos.

“É uma questão de ambiente familar, da riqueza cultural”, explicou a tenista de 27 anos, que foi campeã de Wimbledon aos 17. “Trata-se de experiências de vida das quais me lembro, e sei que durante muitos anos fui transformada no indivíduo que era por essas experiências”.

“E não necessariamente só pelo país, mas pelo povo, pela mentalidade, pela dureza e por aquela atitude de nunca desistir”, completou.

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