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Morre Silvio Barsetti, jornalista que revelou exclusão do Morumbi da Copa de 2014, aos 61 anos

Barsetti foi vítima de um melanoma metastático; ele estava internado desde domingo (11)

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Silvio Barsetti, jornalista do Estadão entre 1995 e 2015, faleceu aos 61 anos devido a um melanoma metastático.
  • Barsetti foi responsável por um importante furo de reportagem em 2010, revelando a exclusão do Morumbi da Copa do Mundo de 2014.
  • O jornalista teve uma carreira destacada, cobrindo eventos como a Copa do Mundo de 2002 e a Olimpíada de 2012, além de trabalhar em vários veículos de comunicação.
  • Barsetti também era conhecido por seu faro para notícias e escreveu livros como "A Farra dos Guardanapos" e "O Outro Lado do Poder".

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Jornalista cobriu a Copa do Mundo de 2002, os Jogos Pan-Americanos de 2007, e a Olimpíada de 2012 Divulgação/CBF

Morreu, aos 61 anos, o jornalista Silvio Barsetti, que trabalhou no Estadão entre 1995 e 2015.

Ele foi vítima de um melanoma metastático, doença que o acometeu no ano passado, quando passou por uma cirurgia no cérebro e sessões de radioterapia.

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O jornalista voltou a ser internado no domingo (11), no Rio de Janeiro, mas não resistiu, falecendo nesta segunda-feira (12).

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Barsetti iniciou a carreira em 1988 e atuou nas áreas de esporte, cultura e política.

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Ele ficou marcado por um dos maiores furos de reportagem da história do Estadão, quando publicou, em 2010, a notícia de que o Morumbi estava fora da Copa do Mundo de 2014 e um novo estádio seria construído, em Itaquera, para o Mundial.

Naquele momento, a expectativa era de que o Morumbi recebesse a partida de abertura da competição, enquanto o Maracanã seria palco da final.

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O São Paulo já planejava reformas, novos camarotes e investimentos para preparar o estádio, com a perspectiva de retorno financeiro e de exposição internacional. Barsetti informou que a casa tricolor não apenas perderia o jogo de estreia, mas ficaria fora da lista de estádios da Copa.

A apuração foi defendida pelo editor à época, Eduardo Maluf, e publicada com o aval da cúpula do Estadão. A repercussão foi imediata.

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O próprio São Paulo procurou o jornal para entender a origem da informação, enquanto CBF e Fifa inicialmente negaram o conteúdo. Meses depois, a exclusão do Morumbi foi confirmada, assim como o projeto de construção de um estádio em Itaquera.

A arena do Corinthians acabou recebendo a abertura da Copa de 2014 e sediou a semifinal entre Argentina e Holanda.

A reportagem rendeu ao jornalista prêmios e homenagens e se consolidou como um dos grandes furos do jornalismo esportivo nacional.

Pelo Estadão, Barsetti cobriu a Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e Japão; os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio; e a Olimpíada de 2012, em Londres.

Ao longo da carreira, o jornalista passou pelo Jornal dos Sports, pelo Jornal do Brasil e pelo jornal O Dia. Trabalhou por cerca de duas décadas na sucursal carioca do Estadão e também foi colunista do portal Terra. Participou ainda da pesquisa do livro Vinicius de Moraes: o poeta da paixão, de José Castello, publicado pela Companhia das Letras.

Amigos e colegas próximos de Barsetti afirmam que uma das características do jornalista era o faro para a notícia e a busca pela informação em pontos que não estavam claros.

Barsetti também escreveu os livros A Farra dos Guardanapos e O Outro Lado do Poder. Desde 2023, trabalhava na área de comunicação da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

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