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Quem foi Dadá Figueiredo, lenda do surfe carioca, que morreu neste sábado (24), aos 61 anos

Dadá foi um ícone cultural que juntou surfe, skate, punk-rock, moda, contracultura e a eterna busca por identidade

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Dadá Figueiredo, ícone do surfe carioca, faleceu aos 61 anos, sendo uma figura emblemática do surfe brasileiro nas décadas de 1980 e 1990.
  • Revolucionou o surfe ao integrar técnicas do skate, criando um estilo agressivo e inovador que influenciou gerações de surfistas.
  • Além de surfista, foi shaper, músico e influente na cena alternativa, aproximando o surfe de movimentos culturais como o punk-rock.
  • Enfrentou desafios pessoais, mas deixou um legado duradouro através de sua escolinha de surfe e influência cultural no esporte.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dadá Figueiredo mudou o jeito do brasileiro surfar durante as décadas de 1980 e 1990
Dadá Figueiredo mudou o jeito do brasileiro surfar durante as décadas de 1980 e 1990 Reprodução/Instagram @dada_figueiredo

O surfista carioca Dadá Figueiredo, um dos maiores nomes do surfe brasileiro nas décadas de 1980 e 1990, morreu no último sábado (24), aos 61 anos.

Embora a causa da morte não tenha sido oficialmente divulgada, Dadá estava internado por causa de uma pneumonia.

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Por meio de suas redes sociais, a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj) informou a perda em um post que também foi homenagem a um dos nomes mais importantes do esporte.

O surfe brasileiro perdeu uma de suas figuras mais emblemáticas, mas seu legado seguirá influenciando atletas e admiradores do esporte.

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Quem foi Dadá Figueiredo?

Dávio Correia Figueiredo, conhecido nacionalmente como Dadá Figueiredo, nasceu em 2 de janeiro de 1965, no Rio de Janeiro, e revolucionou a forma de surfar no país durante as décadas de 1980 e 1990.

A paixão pelo surfe começou ainda na infância, quando frequentava a Barra da Tijuca entre os anos de 1970 e 1973.

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Filho de um diretor do Camping Clube do Brasil, ele ficou fascinado ao observar surfistas deslizarem pelas ondas.

Pouco tempo depois, ganhou da mãe sua primeira prancha, feita de isopor, e passou a experimentar sozinho as sensações do esporte.

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Passatempo virou inovação

A distância entre sua casa, na Tijuca, e as praias da Barra fez com que Dadá encontrasse no skate uma alternativa para continuar treinando.

Enquanto muitos viam skate e surfe como modalidades distintas, ele levou para o mar movimentos aprendidos no asfalto, criando uma abordagem que ampliou as possibilidades técnicas do esporte.

Pai de pranchas

Além de surfista, Dadá também se destacou como shaper.

Dadá comprava pranchas usadas, remodelava os blocos de poliuretano e criava equipamentos menores, mais leves e estreitos do que os modelos tradicionais da época.

A combinação entre essas pranchas e sua criatividade resultou em um estilo agressivo e inovador, marcado por batidas verticais, rasgadas, laybacks e tentativas de aéreos quando essas manobras ainda eram consideradas incomuns.

Rebelde que mudou a cultura

Nos anos 1980, Dadá Figueiredo ganhou notoriedade não apenas pelos resultados esportivos, mas também pela forma como se apresentava.

Com roupas pretas, cabelo moicano e forte influência da cultura punk, ele contrastava diretamente com a imagem predominante do surfe brasileiro, associada ao reggae, às roupas coloridas e ao estilo “paz e amor”.

Sua autenticidade ajudou a aproximar o surfe dos movimentos alternativos que conquistavam espaço entre os jovens da época.

Dadá se tornou símbolo de uma geração que buscava romper padrões e criar uma identidade própria dentro do esporte.

Conquistas em competições

Apesar de ser reconhecido principalmente por seu impacto cultural e técnico, Dadá também acumulou resultados importantes em competições.

Em 1989, conquistou o Campeonato Carioca de Surfe, consolidando seu nome entre os principais atletas do país.

No mesmo ano, venceu o tradicional Sea Club Final Heat, disputado em Saquarema, um dos palcos mais importantes do surfe brasileiro. As conquistas ajudaram a projetar ainda mais sua carreira em um período de crescimento da modalidade no Brasil.

Em 1993, recebeu outro importante reconhecimento ao ser eleito melhor freesurfer do Brasil pelos leitores de uma revista especializada, prêmio que destacou sua criatividade, estilo inovador e influência sobre novos surfistas.

Música, moda e contracultura

A atuação de Dadá Figueiredo extrapolou os limites das competições e uma parte importante dela se deu fora d’água.

Ligado à cena alternativa carioca, ele foi baixista da banda punk Os Normais e também idealizou as marcas Anti-Fashion e Necrose Social, que refletiam sua visão crítica, irreverente e ligada à contracultura.

Essa forte conexão com a música e a moda fez dele uma figura singular, responsável por aproximar o surfe de manifestações culturais que até então tinham pouca relação com o esporte.

Desafios pessoais e retorno ao mar

Ao longo da vida, Dadá enfrentou períodos difíceis relacionados à dependência química e passou por tratamentos.

Posteriormente, retomou sua ligação com o surfe e voltou a atuar na fabricação de pranchas e na formação de novos atletas.

Na Barra da Tijuca, criou uma escolinha de surfe, em que compartilhou sua experiência e conhecimento com crianças e jovens interessados no esporte.

Para muitos praticantes, Dadá era não apenas um ídolo, mas também um mentor.

Sua trajetória foi retratada no documentário “Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo”, que aborda os momentos mais marcantes de sua carreira, suas dificuldades pessoais e sua importância para a cultura do surfe brasileiro.

Legado para as futuras gerações

Pai de três filhos, entre eles o surfista Dávio Figueiredo, Dadá deixa um legado que vai muito além dos títulos conquistados.

Sua contribuição ajudou a moldar uma nova forma de surfar no Brasil, incorporando influências do skate, valorizando a criatividade e incentivando a construção de uma identidade própria dentro do esporte.

Mais do que um campeão, Dadá Figueiredo foi um revolucionário que desafiou convenções e transformou definitivamente a cultura e a história do surfe brasileiro.

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