Logo R7.com
RecordPlus
BRASILEIRO 2022
‌

Quanto vale uma foto com a tocha? Jovens cariocas faturam com símbolo olímpico em Copacabana

Mais Esportes|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O clima olímpico tomou a praia de Copacabana no feriado ensolarado e de céu azul nesta quinta-feira, e serviu de combustível para dois jovens cariocas ganharem dinheiro com uma tocha da Rio 2016 em frente aos anéis olímpicos montados nas areias do tradicional ponto turístico.

‌

Em meio ao vaivém de atletas olímpicos de vôlei de praia, uma fila de torcedores para comprar e retirar ingressos e o costumeiro movimento de vendedores ambulantes, turistas e moradores eram atraídos pela chance de tirar uma foto com um dos principais símbolos dos Jogos, a um dia da cerimônia de abertura.

Reinaldo Maia, universitário de 27 anos, teve a ideia de comprar pela internet uma das tochas utilizadas no revezamento da Rio 2016 e tentar recuperar o investimento de 6 mil reais, e ainda ter lucro, cobrando das pessoas para tirar uma foto.

‌

Em frente aos anéis olímpicos de Copacabana, ele e o amigo Daniel Araújo conseguiram levantar 500 reais em apenas três horas cobrando 5 reais por pessoa, num sinal de que logo devem recuperar o investimento e lucrar.

Com a cerimônia de abertura da Olimpíada ainda por vir, na sexta-feira, e mais duas semanas de Jogos Olímpicos pela frente, os jovens cariocas da Tijuca, na zona norte, estão animados com a possibilidade inesperada de lucrar com o evento esportivo.

‌

"Eu queria uma tocha para guardar como recordação da Olimpíada e comecei a procurar na Internet. Como o preço era muito alto, tem gente pedindo até 20 mil, pensei numa forma de conseguir comprar e depois recuperar esse dinheiro, e também ter lucro", disse Maia à Reuters entre uma foto e outra tirada nos celulares dos próprios clientes.

"Pelo movimento e o interesse das pessoas acho que vai dar certo. Já veio gente da França, dos Estados Unidos, do Japão, do mundo todo", afirmou o estudante, que disse ter comprado sua tocha de um condutor da cidade de Resende, no sul do Estado do Rio, após uma negociação para baixar o preço de 8 mil para 6 mil reais.

‌

Os condutores da tocha têm o direito de comprá-la ao custo de 2 mil reais, mas alguns patrocinadores do revezamento presentearam seus convidados com o objeto.

None

CLIMA OLÍMPICO

A foto com a tocha em frente aos anéis olímpicos, com o mar de Copacabana de pano de fundo, era apenas um dos muitos sinais da chegada do aguardado espírito olímpico, após uma série de críticas à preparação da cidade para os Jogos, como a poluição das águas, a violência e o trânsito.

Com feriado decretado de última hora pela Prefeitura para aliviar o trânsito devido à passagem da chama olímpica pela cidade nesta quinta-feira, muitos cariocas se juntaram aos turistas no tradicional calçadão preto e branco para viver o ambiente da Olimpíada.

O movimento era intenso na loja de produtos oficiais da Rio 2016, vendedores negociavam pins e moedas dos Jogos em quiosques da praia e turistas de diferentes países passeavam com camisetas esportivas de suas nações, sob um esquema de segurança reforçado por tropas das Forças Armadas.

Mas nem todo mundo estava feliz, e alguns camelôs reclamavam, apesar do movimento. Operações recentes da polícia apreenderam diversos produtos não licenciados com a marca da Olimpíada, e os vendedores ambulantes da praia reclamaram da exclusão.

"Não quero saber de Olimpíada. Eu não trabalho com Olimpíada. Aqui é só futebol", disse um vendedor carregando várias camisas falsificadas de times de futebol do Brasil e do exterior.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.