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Polícia não sabia de briga marcada entre torcidas de Deportivo e Atlético

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Madri, 1 dez (EFE).- A polícia espanhola não sabia que um grande grupo de torcedores do Deportivo La Coruña chegaria a Madrid no domingo para enfrentar a torcida organizada do Atlético, um confronto marcado pelo aplicativo "Whatsapp" que deixou um morto. Fontes policiais disseram à Agência Efe que um grupo de 130 'ultras' do Deportivo, como são conhecidos os torcedores organizados no país, alugou dois ônibus na cidade de Lugo e foi ao estádio Vicente Calderón após os desafios feitos pelo aplicativo de celular. A polícia tinha ciência de que apenas 30 deles tinham comprado ingressos para a partida. Além dos ônibus, os galegos usaram um carro como escolta para detectar a presença de policiais na estrada e alertar os companheiros para mudar de caminho, podendo assim chegar à capital espanhola horas antes do jogo para enfrentar os torcedores 'colchoneros'. Cerca de 200 pessoas estiveram envolvidas na briga, ocorrida no entorno do palco da partida, usando tacos de beisebol, barras de ferro e armas brancas. O torcedor Francisco Javier, do Deportivo, acabou morto no confronto. Os membros da organizada "Riazor Blues" se uniram perto do rio Manzanares, ao lado do Vicente Calderón, a integrantes de torcidas do Alcorcón e do Rayo Vallecano, todos de ideologia similar: a esquerda radical. Ao se encontrarem com os 'ultras' da Frente Atlético, ligados à grupos de direita, pouco antes das 9h no horário local, foi iniciada uma batalha campal. A polícia interviu assim que soube da confusão e prendeu 21 pessoas. As tropas antidistúrbios ainda não tinham chegado ao estádio por que o confronto não foi considerado como de alto risco. Se a Comissão Estadual contra a Violência, o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância no Esporte tivesse classificado a partida como de alto risco, as forças especiais de segurança teriam sido posicionadas horas antes no local. Os torcedores de ambos os clubes seriam escoltados até estádio. Os 'ultras' do Deportivo, inclusive, seriam recebidos antes mesmo de entrar na capital. Além disso, o número de policiais - 160 estavam escalados ontem - teria sido quadruplicado, disseram à Agência Efe as fontes de segurança. Dos 21 detidos, quatro são da Frente Atlético, dois do Rayo Valecano, um do Alcorcón e os outros 14 do Deportivo. Oito já tinham passagem na polícia. Eles seguem presos nesta segunda-feira e devem ser apresentados à Justiça. O torcedor morto no confronto, Francisco Javier, também tinha antecedentes criminais. Segundo as fontes, ele já tinha sido preso por roubo, maus-tratos no âmbito familiar e violência de gênero. EFE pgm/lvl

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