Piloto arrisca a própria vida para salvar rival de carro em chamas na China: ‘Não houve dúvida’
Britânico Ollie Millroy sofreu fraturas nas costelas, na clavícula, na mão e em um dedo
Mais Esportes|Do Estadão Conteúdo
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Uma cena no China GT, competição chinesa de automobilismo, surpreendeu o mundo dos esportes. Durante a prova no circuito de Xangai deste domingo (6), em uma colisão entre dois carros, o piloto Ollie Millroy teve seu veículo consumido por chamas.
O holandês Loek Hartog passava pelo local e decidiu abandonar a própria corrida para socorrer o britânico. Sem fiscais de pista ou bombeiros próximos, ele foi até o carro em chamas, abriu uma das portas à força e usou um extintor para controlar o fogo antes de retirar Millroy das ferragens.
“Quando vi um carro se transformando em uma enorme bola de fogo à frente, não havia realmente uma decisão a tomar. Pelo que eu tinha visto, acreditei sinceramente que o motorista não conseguiria sair sozinho. Parei, saí do carro e fui em direção a ele. Não houve um momento sequer de dúvida”, comentou Hartog nas redes sociais.
A ação permitiu que Millroy deixasse o veículo consciente. Horas depois do acidente, o britânico revelou que sofreu cinco fraturas nas costelas, além de fraturas na clavícula, na mão e em um dedo. Ele também teve uma contusão pulmonar.
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Após o acidente, Millroy afirmou que só sobreviveu graças à intervenção de Hartog e agradeceu ao piloto pelo resgate. “Ainda estou vivo esta noite, graças inteiramente a um homem”, escreveu o britânico nas redes sociais.
Millroy também destacou o risco assumido pelo rival para retirá-lo do carro. Segundo o britânico, Hartog parou imediatamente, sem fiscais de pista ou bombeiros à vista, e arriscou a própria vida para conseguir tirá-lo das ferragens.
Apesar dos ferimentos, Millroy reconheceu que o acidente poderia ter terminado de forma ainda mais grave. O piloto agradeceu novamente a Hartog pela atitude e afirmou que deve a vida ao holandês.
A equipe do britânico, AAI Motorsport, criticou a estrutura de segurança da prova e afirmou que não participará mais de corridas organizadas pelo China GT. Os organizadores disseram que vão investigar o acidente e avaliar mudanças na organização, no atendimento de emergência, no resgate e nos serviços médicos.
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