US Open toma medidas sobre influenciadores após vídeos e fotos problemáticos nas partidas
Organização do torneio foi obrigada a criar medidas para preservar a experiência dos espectadores e conter excessos
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A presença massiva de influenciadores em partidas do US Open vem provocando reclamações tanto entre torcedores quanto entre jogadores de tênis.
Por causa disso, a organização do torneio precisou colocar em discussão o limite que existe entre a divulgação do tênis por meio das redes sociais e o respeito à concentração que o esporte exige durante as partidas.
O caso ficou ainda mais evidente depois que criadores de conteúdo que estavam nos camarotes atrapalharam o andamento da partida entre Naomi Osaka e Anastasia Zakharova.
Por causa desse tipo de atitude, considerada desrespeitosa às tradições do esporte, a organização do torneio se viu obrigada a exibir avisos no telão, pedindo às pessoas que não usem luzes ou façam gravações que possam atrapalhar a concentração dos tenistas ou interromper o andamento das partidas.
Neste ano, cerca de cem criadores de conteúdo receberam credenciais, quase o dobro dos 54 de 2025.
A ideia era ampliar o alcance do torneio nas redes sociais, especialmente em plataformas como TikTok e Instagram, com vídeos de bastidores, gastronomia e lifestyle, mas a estratégia acabou trazendo problemas.
Torcedores apontaram falta de respeito à etiqueta do tênis, que exige silêncio e concentração em momentos decisivos.
A tenista Jessica Pegula, atleta da casa, reconheceu que as redes sociais ajudam a promover o esporte, mas condenou atitudes que distraem os atletas.
O russo Daniil Medvedev foi outro que, apesar de destacar o valor dos influenciadores, também alertou para comportamentos que prejudicam o andamento dos jogos.
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A polêmica, na verdade, faz parte da tentativa de mudança que o torneio norte-americano, que pretende atingir um público maior, que vá além dos espectadores tradicionais do tênis, o que é uma faca de dois gumes que pode, da mesma maneira, afugentar os mais puristas.
Entrevistada pelo New York Post, Pegula, que é a principal tenista norte-americana da atualidade, disse que, sim, a intenção é boa, mas, quando o preço dessa popularização é ter partidas interrompidas por pessoas que não sabem se comportar, fazendo algazarra nas arquibancadas, daí a coisa fica mais complicada.
Em uma das matérias que o New York Post fez, chamando a atenção sobre esse lado negativo da popularização do tênis, um dos entrevistados, um daqueles fãs de tênis que frequentam o torneio desde que se conhecem por gente, reclamou que o público atual não está nem aí para o esporte e prefere ficar bêbado e criar confusão.
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