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Homem mais forte do País, Fernando Reis é o mais vigiado por controles de doping

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O homem mais forte das Américas é brasileiro. Recordista e bicampeão pan-americano da categoria acima de 105 kg do levantamento de peso, Fernando Reis também é um dos atletas mais vigiados do Brasil. De acordo com as suas contas, já foi submetido a ao menos 15 exames antidoping apenas em 2016.

Com a imagem da modalidade arranhada nos últimos anos por vários casos de uso de substâncias proibidas, Fernando valoriza o controle rigoroso para os Jogos Olímpicos do Rio. Em maio, o russo Aleksey Lovchev foi suspenso por quatro anos. Com a punição, teve o recorde mundial (combinado de 475 kg) anulado e perdeu a medalha de ouro obtida em Houston.

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"Espero que todo esse controle seja passado para outras delegações também e que realmente sejam rigorosos. Isso está tendo resultado. O pessoal que estava fazendo algo extraordinário vem tendo problema no exame antidoping. É um benefício para a gente."

O secretário nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurélio Klein, explica que o rigor não é restrito às provas mais visadas, como levantamento de peso e ciclismo, e abrange atletas de todas as modalidades. O critério adotado leva em consideração a possibilidade de medalha nos Jogos Olímpicos. "Todos os atletas que fazem parte do programa Bolsa Pódio estão sendo testados intensivamente", garante.

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O processo ganhou ritmo acelerado depois que o Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) foi reacreditado pela Agência Mundial Antidopagem (WADA, em inglês) no mês passado. "Do total de exames que fizemos esse ano, 57% foram testes fora de competição, testes de surpresa", explica Klein.

O zelo de Fernando Reis tem sido redobrado, especialmente após a lesão sofrida no evento-teste, em abril. "O cuidado é 1000%, até quando vou tomar um remédio para dor de cabeça. Quando machuquei o cotovelo, todo o procedimento foi acompanhado por um especialista do Comitê Olímpico Brasileiro. Todos os passos precisam ser acompanhados", conta.

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O atleta intensificou o trabalho de fisioterapia durante três semanas depois de romper parcialmente o tendão do cotovelo. Fernando diz que a contusão, apesar de inesperada, foi "relativamente leve" e não interferiu muito em sua preparação para a Olimpíada. "Consegui manter a parte de força e agachamento e não desacelerei o treinamento. Deixei de fazer os exercícios que eu sentia dor, mas continuei fazendo o fortalecimento", explica.

Para se resguardar, o brasileiro está fora do Campeonato Pan-Americano, de 7 a 11 de junho, na Colômbia. A competição ajudará a Confederação Brasileira de Levantamento de Pesos (CBLP) a definir os nomes dos atletas que ficarão com as cinco vagas na seleção nacional (três no masculino e duas no feminino). Fernando, que já tem seu lugar assegurado, dará sequência aos treinamentos.

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Na reta final para os Jogos Olímpicos, ele está concentrado no Rio de Janeiro. Depois de resolver o impasse por falta de local de treinamento adequado, o pesista destaca as condições ideais de preparação. "A gente tem um grupo de fisioterapeutas para nos atender o dia inteiro, a parte logística é bem distribuída, não tem deslocamento e estresse."

Em janeiro, sete atletas da equipe brasileira de levantamento de peso tiveram de treinar em uma academia aberta também para empresários e amantes do esporte. O homem mais forte do Brasil minimiza o ocorrido e acredita que isso não vai prejudicar seu desempenho na disputa olímpica. "Não tem como colocar culpa nisso. Agora é treinar cada vez mais forte e tentar representar bem o País nos Jogos Olímpicos. Só olhar para a frente."

A melhor marca do brasileiro foi o combinado de 427 kg (192 kg no arranco e 235 kg no arremesso) nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho do ano passado. No Rio, ele projeta a possibilidade de ficar entre os cinco aletas mais bem colocados como um bom resultado e classifica a conquista de uma medalha olímpica como excelente. "Se realmente for um dia iluminado, tenho condição de fazer algo bem bacana", torce.

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