Filme sobre julgamento e condenação de Muhammad Ali chega ao Brasil em dezembro
Stephen Frears optou por não contar com nenhum ator interpretando o pugilista
Mais Esportes|Do R7

Dentre as inúmeras conquistas ao longo das duas décadas em que atuou profissionalmente nos ringues, o julgamento e a condenação por se negar a servir o exército americano marcam a carreira de Muhammad Ali, ex-campeão mundial dos pesos-pesados que viu o período conturbado se tornar um filme neste ano.
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Disposto a retratar com fidelidade os bastidores daquele primeiro semestre de 1967, que terminou com o afastamento e a cassação do título do maior pugilista de todos os tempos, o diretor Stephen Frears optou por usar apenas imagens de arquivo do campeão, uma vez que a existência de um ator contracenando como Ali poderia roubar as atenções.
Com estreia marcada para o próximo dia 30 de dezembro no Brasil, com exibição no canal HBO, a película “A maior luta de Muhammad Ali” retrata o cenário de racismo e desigualdade enfrentado pelo ex-atleta.
Então com 25 anos, Ali, que havia se convertido ao islamismo três anos antes, aderiu à corrente contra a Guerra do Vietnã e, ao se negar a servir às Forças Armadas, foi condenado a cinco anos de prisão, além do pagamento de uma multa de U$ 10 mil.
Graças à luta dos advogados, o pugilista batizado como Cassius Clay não chegou a ser preso, mas ficou afastado dos ringues por três temporadas, período em que precisou viajar pelo país ministrando palestras para sustentar a família.










