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Fifa adia escolha de sede da Copa do Mundo de 2026

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Por Gabriela Baczynska

SAMARA, Rússia (Reuters) - Como resultado da investigação sobre corrupção na Fifa, o início do processo de escolha da sede da Copa do Mundo de 2026 será adiado, disse o secretário-geral da organização, Jérôme Valcke, nesta quarta-feira.

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"Devido à situação, acho que é bobagem iniciar qualquer processo de escolha no momento. Vai ser adiado", disse Valcke, em entrevista coletiva na cidade de Samara, no sul da Rússia. A decisão sobre quem sediará a Copa de 2026 estava prevista para ser tomada em Kuala Lumpur, em 2017.

O FBI está investigando suborno e corrupção na Fifa, incluindo a forma como a entidade máxima do futebol concedeu à Rússia o direito de organizar a Copa de 2018 e ao Catar a de 2022. Valcke foi visitar Samara, um dos locais dos jogos do Mundial, para ver como estão os preparativos para a Copa de 2018.

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Apesar das investigações sobre o processo de escolha envolvendo a Rússia e Catar, o ministro dos Esportes russo, Vitaly Mutko, disse não ver ameaças à candidatura bem-sucedida de Moscou. Assim como Valcke, ele reiterou que o país cumpriu as normas.

Como secretário-geral da Fifa desde 2007, e principal assessor do presidente da entidade, Joseph Blatter, Valcke é considerado um dos homens mais poderosos do futebol no mundo. Ao lado de autoridades russas na entrevista à imprensa, o francês também voltou a negar as denúncias de irregularidades envolvendo mais de 10 milhões de dólares em transações bancárias, sob investigação na Justiça dos Estados Unidos.

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Os fundos foram transferidos em 2008 para um outro dirigente da Fifa, Jack Warner, que era então o presidente da Concacaf, entidade que comanda o futebol na América do Norte e Central e no Caribe. Suspeita-se que o dinheiro tenha sido suborno pago pela África do Sul para ter o direito de receber a Copa do Mundo de 2010.

"Eu realmente não entendo qual é o problema e por que eu sou um alvo nessa questão", disse. "Eu assino contratos todos os dias ... tudo tem a assinatura do secretário-geral. Não é por eu estar assinando tudo que eu sou responsável pela maneira como as pessoas agem no mundo todo."

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