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De volta à seleção, Varejão fala de seu futuro: 'Voltar ao Brasil está em aberto'

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Jogador mais experiente do grupo da seleção masculina de basquete que enfrenta o Chile nesta sexta-feira, em Osorno, no primeiro jogo pelas Eliminatórias para o Mundial de 2019, o pivô Anderson Varejão, de 35 anos, está feliz por voltar a defender o Brasil. Ele ficou fora dos Jogos Olímpicos do Rio-2016 por causa de uma hérnia de disco e, agora, espera ajudar na reconstrução do time sob o comando do técnico croata Aleksandar Petrovic.

Sobre o futuro, em entrevista ao Estado, ele acena positivamente com o retorno ao basquete brasileiro. Sem clube desde fevereiro deste ano, quando foi dispensado pela campeão Golden State Warriors, da NBA, ele recebeu uma proposta do Flamengo para atuar no NBB.

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Qual é sua percepção deste novo trabalho da seleção, novamente sob o comando de um treinador estrangeiro?

O técnico está chegando agora, um profissional com um excelente currículo como jogador e treinador. Ele está chegando para somar e ajudar o basquete brasileiro na nova caminhada. Ele está iniciando um trabalho de renovação com uma equipe que mescla jogadores experientes e jovens.

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Qual contribuição ao time você pode dar neste momento?

Acho que trago minha experiência e liderança. Estou me sentindo muito bem fisicamente. Estou feliz em poder voltar a defender a seleção brasileira e muito animado também.

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Como você vê o novo formato das Eliminatórias, agora mais parecido com o futebol?

Ainda não dá para saber se é mais fácil ou mais complicado de garantir vaga. É uma situação nova para todo mundo. Por um lado é bom porque os jogadores já estão em atividade em seus clubes e chegam à seleção em forma e com ritmo de jogo. Já os atletas que não estão atuando tanto, eles podem ter um pouco mais de dificuldades pela falta de ritmo.

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Com este novo formato de disputa, o Brasil jogará mais vezes no País, algo que raramente acontecia em partidas oficiais. Como vê essa oportunidade de aproximação com o torcedor?

Falando por mim, que saí do Brasil muito novo, é uma oportunidade excelente de estar mais perto do nosso torcedor. Passei a maior parte da minha carreira jogando fora e toda vez que tenho a chance de voltar e atuar diante dos brasileiros é algo muito prazeroso. Isso pode ser importante para motivar a molecada mais nova e as novas gerações que pensam em jogar basquete.

Como viu todo o processo de suspensão da CBB e como avalia o atual momento?

Infelizmente, depois de uma Olimpíada e uma Copa do Mundo no País, o Brasil vive um momento delicado que afeta diretamente o esporte. Deveria ter sido diferente, mas esperamos e torcemos para que a situação melhore em breve e o esporte volte a ser valorizado e ter o prestígio de antes.

A seleção é o seu presente, mas o que pensa para o futuro? Vai voltar ao Brasil?

Estou de volta à seleção e meu foco agora são esses dois jogos contra Chile e Venezuela para só depois pensar nas possibilidades e decidir meu futuro. Voltar ao Brasil está em aberto.

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