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Candidato a presidir a CBB, Guy Peixoto promete 'plano emergencial de 100 dias'

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Ex-jogador com passagem pela seleção brasileira e atualmente CEO do Grupo Horizonte, empresa do ramo de logística, Guy Peixoto, 55 anos, concedeu entrevista exclusiva ao Estado de S. Paulo e falou sobre quais são os seus planos em caso de vitória na eleição à presidência da Confederação Brasileira de Basquete. Segundo ele, um plano emergencial de 100 dias será colocado em prática em caso de vitória da chapa "Transparência".

O pleito acontecerá nesta tarde de sexta-feira e Guy terá como adversário Amarildo Rosa, da chapa "Bola na Cesta, Brasil!". A eleição acontece em momento de crise no basquete brasileiro, com a suspensão da Federação Internacional de Basquete (Fiba) à CBB por não cumprir alguns termos estabelecidos entre as entidades.

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Qual o plano de ação para recuperar a CBB?

Assim que assumirmos, caso vençamos as eleições, será anunciado o plano de 100 dias, ou seja, um conjunto de ações emergenciais que julgamos essenciais para o nosso início de trabalho. Alguns dos itens mais importantes são: retirar a suspensão imposta à CBB, reativar os campeonatos de base de seleções estaduais nas faixas etárias sub-13, sub-15, sub-17 e sub-19, implementar o Centro de Treinamento de Excelência para seleções de base e adultas, dar transparência total às informações financeiras, administrativas e técnicas da confederação, implementar a Universidade do Basquetebol para atender a todos os segmentos do basquete (técnica, arbitragem, saúde do esporte, gestores esportivos e atletas e ex-atletas) e criar o conselho de notáveis. Outra coisa que considero importante relatar é que toda a remuneração destinada à presidência será revertida para projetos de iniciação ao basquete, espalhados por todo o Brasil.

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A intervenção da Fiba, com participação do Ministério, COB, LNB, é realmente necessária?

Creio que a Fiba está fazendo o seu papel de buscar soluções para o basquete brasileiro, que é um dos seus filiados e dono de uma história riquíssima. Nós já fizemos contato com a entidade maior do basquete mundial para mostrar as nossas intenções, metas e ideais, e em caso de vitória na eleição, já temos uma reunião agendada na Suíça para apresentar nosso plano detalhado para os primeiros 100 dias. Neste momento, também iremos abordar este tema.

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Já tem uma ideia do tamanho do rombo que terá de administrar?

O primeiro passo é conhecer o montante da dívida da CBB. Vemos pelos balanços financeiros o número, mas é preciso se debruçar na situação toda e entendê-la de maneira completa. Depois disso, junto com a minha equipe de trabalho, traçaremos planos de recuperação da sua saúde financeira, usando, para isso, profissionais competentes e atuando sempre com transparência para recuperar, em primeiro plano, a credibilidade da entidade.

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Existem patrocinadores alinhavados em caso de vitória na eleição?

Existem algumas conversas e tratativas em andamento, que serão aprofundadas caso vençamos as eleições.

Você tem opções para assumir como treinador? A contratação de um estrangeiro está descartada?

Em caso de vitória do nosso grupo iremos informar a composição da nossa diretoria e teremos os responsáveis técnicos. Estes profissionais habilitados, ao lado da diretoria e do grupo de notáveis, chegarão aos nomes certos para estas funções. A ideia inicial é termos treinadores brasileiros.

Além da financeira, você acredita que existe uma crise técnica do basquete brasileiro?

Não acredito em crise técnica.

Existe um plano especifico para o basquete feminino?

Sim, vamos dar ao naipe feminino toda a atenção que é merecida, fato que não aconteceu nas gestões anteriores. É fundamental fomentar a base, em uma escala ainda maior que no masculino, trazendo de volta os campeonatos nacionais, elevando o número de praticantes, para podermos, a partir daí, extrair a qualidade.

Como será o relacionamento da CBB com as ligas?

Mantenho relacionamento extremamente cordial com a Liga Nacional de Basquete (LNB) e Liga de Basquete Feminino (LBF). Não sei qual foi o tipo de acordo firmado com eles, mas assim que assumir, caso vença a eleição, vou verificar.

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