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Santos sofre transfer ban da Fifa por dívida com Monaco de R$ 12 milhões

Clube terá bloqueio para registrar novos jogadores por até três janelas de transferências

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Lance|Do R7

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Jean Lucas acumula duas passagens pelo Santos Ivan Storti/Santos FC

O Santos foi incluído pela Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado) na lista de clubes punidos com transfer ban e está impedido de registrar novos jogadores. A sanção, confirmada nesta quarta-feira (1º), tem relação com uma pendência financeira junto ao Monaco, da França, envolvendo a contratação do volante Jean Lucas, realizada em 2023.

De acordo com a decisão da entidade máxima do futebol, o clube da Vila Belmiro ficará proibido de contratar atletas por até três janelas de transferências ou até que seja efetuado o pagamento de 2,032 milhões de euros (cerca de R$ 12 milhões na cotação atual).


Entenda a dívida do Santos com o Monaco:

A punição é resultado do não pagamento da última parcela acordada na negociação de Jean Lucas. Contratado pelo Santos em julho de 2023 por 6 milhões de euros, o meio-campista teve sua transferência dividida em três parcelas de 2 milhões de euros. As duas primeiras foram quitadas dentro dos prazos estabelecidos, mas a terceira, com vencimento em 31 de janeiro de 2025, não foi paga.


Após reconhecer a inadimplência, a diretoria santista buscou renegociar o débito com o clube francês. A proposta previa o parcelamento do valor restante em duas prestações, com pagamentos programados para agosto de 2025 e janeiro de 2026. O Monaco, porém, recusou a oferta alegando compromissos financeiros já assumidos.

Sem acordo entre as partes, o clube francês levou o caso à Fifa em março deste ano. Durante o processo, o Santos admitiu a existência da dívida, mas contestou a aplicação dos juros previstos em contrato, que estabeleciam taxa de 15% ao ano em caso de atraso. A entidade entendeu que a cláusula era válida e deu ganho de causa ao Monaco.

O Santos chegou a recorrer ao TAS/CAS (Tribunal Arbitral do Esporte), última instância da Justiça esportiva internacional. A medida suspendeu temporariamente o prazo para cumprimento da decisão, mas o recurso foi rejeitado no início de junho, mantendo a condenação imposta pela Fifa.

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