Lance Reforços, Vanderlei, Bruno Henrique e mais: Sampaoli analisa Santos

Reforços, Vanderlei, Bruno Henrique e mais: Sampaoli analisa Santos

Treinador admitiu incômodo com falta de contratações, esclareceu busca por goleiro e foi duro ao criticar atacante: 'Jogadores perderam essência'

Treinador admitiu incômodo com a falta de contratações, esclareceu a busca por um novo goleiro e foi duro ao criticar a postura de atacante: 'Jogadores perderam a essência'

O técnico Jorge Sampaoli falou pela primeira vez desde sua apresentação no Santos. Mais do que o empate no amistoso com o Corinthians, o argentino esclareceu três situações importantes: a falta de contratações do Peixe, a busca por um goleiro tendo Vanderlei como titular e a possível saída de Bruno Henrique. Sobre o atacante, o treinador foi duro.

Bruno tem ofertas do Flamengo, do Cruzeiro e, de acordo com o presidente José Carlos Peres, de outros clubes não só do Brasil, mas também do exterior. Todas com melhor salário do que recebe no Peixe. Com a necessidade de ganhar dinheiro, o Peixe cogita vendê-lo.

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"Futebol se tornou um grande negócio. Muitos querem sair de onde estão por dinheiro. Bruno, como todos os outros, são tentados para ir a outro lugar e se perde um pouco a essência de sentir paixão pelo escudo, a vontade de vestir a camisa do time. De desfrutar do jogo. Eu queria que ele ficasse, nos daria a qualidade que reclamamos sobre a qualidade que a camisa do Santos merece. A camisa do Santos não pode ser colocada por qualquer um. Não depende de mim, depende da diretoria", ponderou o treinador.

A busca por um goleiro também foi tema da entrevista coletiva de Sampaoli. O treinador pediu a contratação de Campaña, do Independiente, e de Éverson, do Ceará. O argentino deseja um atleta que possa jogar com os pés, característica que Vanderlei ainda precisaria desenvolver. Por isso, a necessidade de contar com uma terceira opção.

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"Pelo estilo que temos, precisamos de quem jogue bem com os pés. Vanderlei não analisamos com os pés porque não fez nos últimos anos. Precisamos ver a possibilidade de perder quem defenda muito bem, poderíamos ter perdido por 2 a 0, e somar trabalho para que ele jogue com os pés. Não sabemos quanto vai demorar. Precisamos ter alternativa com Vladimir ou outro que chegue. Não há muito tempo pelo número de jogos. Precisamos de realidade concretas urgentemente. Vanderlei passou muito pelo pé hoje", completou.

Falta de contratações
O comandante do Santos também falou sobre o incômodo com a falta de reforços. De acordo com ele, a ansiedade por reforços é para conseguir colocar um time competitivo em campo, "à altura da história do Santos". Até o momento, apenas Yeferson Soteldo foi contratado pelo Peixe.

"Eu, quando vim, vim para uma equipe com história, que me motivou a vir e temos que estar à altura da história de Pelé e Neymar, com equipes grandes, que proponham. Expectativa expressada ao presidente. Ele está em busca de chegar aos nossos pedidos. Trabalhamos nisso e que a curto prazo, com os trabalhos feitos, possamos cumprir os objetivos. Quero que o Santos tenha a chance de competir com clubes de elencos já formados. Queremos que o que pedimos em curto prazo se concretize. Que isso ocorra pronto e que tenhamos o que o Santos merece", disse, e ainda seguiu:

"Treinadores nunca estão satisfeitos. Tempo de trabalho é curto, três ou quatro jogos e o treinador acaba. A gente se protege muito. Se eu não estiver à altura, não posso estar, assim como os jogadores. Sempre digo que quando vim para cá, cheguei para um clube grande, de Argentina, Espanha ou Chile via o Santos como grande. Não posso ver como pequeno. Se não posso estabelecer o que sinto, tenho que expressar o que realmente vejo. Todas as conversas com presidente e direção é para isso, exigindo a todos que estamos num clube grande e há que respeitar", finalizou.

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