Governo da Bélgica usa pet para ironizar caso Balogun: 'Vou jogar'
Primeiro-ministro utilizou seu gato para publicar provocação
Lance|Do R7

A polêmica envolvendo a liberação de Folarin Balogun ganhou um novo e inusitado capítulo antes das oitavas de final da Copa do Mundo contra Bélgica. Desta vez, as críticas à Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado) partiram do próprio Governo da Bélgica, e até o gato do primeiro-ministro entrou na história.
O primeiro-ministro da Bélgica, Bart De Wever, usou o perfil oficial de seu gato de estimação, Maximus, nas redes sociais para ironizar a decisão que suspendeu o cartão vermelho do atacante dos Estados Unidos, adversário dos belgas nesta segunda-feira.
Publicação ironizando caso Balogun e cartão vermelho
Na publicação, o felino aparece deitado sobre um tapete no prédio da presidência do Conselho de Ministros, em Bruxelas, segurando um cartão vermelho com uma das patas.
O tom bem-humorado não foi por acaso. Segundo a Agência AFP, Bart De Wever costuma utilizar o perfil de Maximus em comunicações oficiais com mensagens descontraídas. Procurada pela agência, a equipe do premiê apenas compartilhou a publicação do gato, sem fazer comentários sobre o caso.
Ministro sobe o tom contra Trump e Fifa
Se o primeiro-ministro preferiu a ironia, o ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, adotou um discurso muito mais duro. O político afirmou estar chocado com a notícia publicada pelo jornal The New York Times, segundo a qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria telefonado para Gianni Infantino pedindo a anulação da suspensão de Balogun.
– Se um telefonema explica realmente esta decisão incompreensível, seria uma violação flagrante das regras mais básicas do futebol e do esporte. Seria muito grave. Como a Fifa ainda poderia defender o fair play de forma plausível? – questionou o ministro.
Entenda o caso Balogun, jogará contra Bélgica?
Balogun foi expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina e deveria cumprir suspensão automática de um jogo, conforme prevê o artigo 10.5 do regulamento da Copa do Mundo.
Entretanto, a Fifa utilizou o artigo 27 do seu Código Disciplinar para suspender temporariamente a punição por um período probatório de um ano, liberando o atacante para atuar nas oitavas de final.
A decisão provocou críticas de dirigentes, técnicos, ex-jogadores, federações e veículos da imprensa internacional, tornando-se uma das maiores polêmicas desta edição da Copa do Mundo.


