Fifa investiga supostos atos racistas de torcedores argentinos contra Speed
No Brasil, Speed é conhecido pela amizade com Luva de Pedreiro
Lance|Do R7

A Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado) abriu uma investigação oficial para apurar suspeitas de atos racistas por parte de torcedores argentinos contra o streamer norte-americano IShowSpeed. O suposto ataque ocorreu durante o confronto entre Argentina e Cabo Verde no AT&T Stadium, em Dallas. Este é o primeiro procedimento instaurado pela entidade para averiguar denúncia de discriminação nesta Copa do Mundo.
O influenciador de 21 anos, que possui mais de 50 milhões de seguidores na internet e é conhecido pela amizade com o brasileiro Luva de Pedreiro, estava na arquibancada para apoiar a seleção cabo-verdiana quando o incidente teria acontecido.
O jovem, que é negro, foi amplamente hostilizado por torcedores argentinos na arquibancada do estádio. A reação de Speed viralizou nas redes sociais gerando apoio popular para com o norte-americano e denúncias aos argentinos que supostamente imitavam um macaco em meio a hostilização ao simpatizante de Cabo Verde.
Em nota oficial, a entidade máxima do futebol adotou um tom firme sobre as alegações e confirmou o início imediato das apurações para esclarecer os fatos em solo americano.
— A Fifa condena veementemente o racismo, o ódio e a discriminação em todas as suas formas. Essas atitudes não têm lugar no futebol, na Copa do Mundo da Fifa ou em qualquer parte da sociedade.
A Fifa tomou conhecimento de um incidente envolvendo um torcedor e o IShowSpeed no estádio de Miami durante a partida entre Argentina e Cabo Verde, em 3 de julho de 2026, e imediatamente iniciou uma investigação.
A Copa do Mundo da Fifa é uma celebração da unidade, da diversidade e do respeito. Ela reúne pessoas, culturas e comunidades de todo o mundo, e qualquer pessoa que aja de forma a comprometer esses valores não é bem-vinda em nosso esporte — publicou a Fifa.
Ofensas virtuais geram forte reação extracampo
O clima de vigilância contra a discriminação na Copa do Mundo também se estende ao ambiente digital. Fora dos estádios, o atacante francês Kylian Mbappé foi alvo de graves insultos após a vitória da França por 1 a 0 sobre o Paraguai, na segunda fase do torneio.
A parlamentar paraguaia Celeste Amarilla utilizou sua conta oficial no X (antigo Twitter) para publicar declarações hostis contra o jogador:
— Bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamava cocos, e a coisa mais instruída que ouviu foram chimpanzés — escreveu Celeste Amarilla.
O capitão da seleção francesa rebateu as ofensas de forma categórica na mesma rede social:
— Você é uma mulher desprezível e indigna de sua função. Você não representa o Paraguai, esse país que transpirou paixão e honra ao longo de toda a competição. Por sua inconsciência e seu racismo descomplexado, o mundo inteiro já esqueceu o percurso e o esforço histórico que seus jogadores realizaram nesta Copa, dando lugar a uma senhora incompetente que oferece a pior imagem possível de seu país. Eu nunca deixarei que pessoas como ela tenham a liberdade de propagar seu ódio e seu racismo pelo mundo — escreveu Mbappé.






