Técnico da Bélgica defende Balogun após polêmica na Copa
Balogun conversou com Rudi Garcia após partida e se isentou da decisão da Fifa
Lance|Do R7

Uma das maiores polêmicas da Copa do Mundo de 2026 foi o “caso Balogun“, em que a Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado) anulou a suspensão do atacante norte-americano nas oitavas de final. Mesmo com as reprovações de nomes como Oliver Kahn e Jürgen Klopp, um dos principais críticos da decisão foi o técnico da Bélgica, Rudi Garcia. Apesar disso, o treinador revelou que Folarin Balogun o procurou após a partida e elogiou a atitude do atacante.
O treinador explicou que o atleta envolvido na polêmica não teve culpa em nada. Rudi ainda elogiou Balogun e disse tê-lo visto jogar no Monaco contra o Paris Saint-Germain, afirmando gostar muito do jogador e achá-lo um atacante interessante.
- Ele veio falar comigo. Gostei muito disso. Não é culpa dele. Ele não é o culpado de absolutamente nada. E foi isso que eu disse a ele. Agradeço muito por ele ter vindo me ver.
Após a partida, Balogun reconheceu que a decisão da Fifa em reverter a suspensão foi “controversa” e isentou-se de qualquer participação no caso. “Aceitamos a decisão quando vi o cartão vermelho e aceitamos a decisão quando nos disseram que eu podia jogar. Não estive envolvido no processo. Não teve nada a ver comigo pessoalmente”, concluiu.
Estados Unidos x Bélgica na Copa e o ‘caso Balogun’
A partida entre Estados Unidos e Bélgica começou muito antes do apito inicial. Na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, Folarin Balogun marcou um dos gols da classificação dos Estados Unidos, mas acabou expulso aos 64 minutos após atingir o tornozelo de Tarik Muharemovic em uma disputa aérea.
Inicialmente, o árbitro Raphael Claus não marcou falta, mas mudou a decisão após revisão do VAR e aplicou o cartão vermelho direto, o que, pelas regras da Fifa, resultaria automaticamente em suspensão para a partida seguinte, contra a Bélgica. A expulsão gerou forte repercussão nos Estados Unidos e mobilizou o presidente Donald Trump, que pediu à Fifa a revisão da punição.
No fim, a entidade decidiu suspender a execução da suspensão por um ano com base no artigo 27 do Código Disciplinar. Assim, Balogun foi liberado para atuar. A Federação Belga contestou a decisão e apresentou um recurso de emergência para impedir a presença de Balogun. O Comitê Disciplinar, porém, rejeitou o pedido por entender que a Bélgica não era parte legítima no processo.
A partida terminou com uma vitória da Bélgica por 4 a 1 e uma atuação discreta do atacante dos Estados Unidos. Antes da partida, a Bélgica havia se mostrado extremamente descontente com a decisão, com críticas do técnico e da federação. Após marcar o quarto gol, jogadores belgas comemoraram com uma “dança de Trump“, que repercutiu durante a campanha presidencial dos Estados Unidos em 2024. A provocação continuou fora de campo: nas redes sociais, a seleção belga publicou uma foto de Romelu Lukaku fazendo o gesto de levar a mão à orelha, acompanhada de uma legenda “revertam isso”, em tom de deboche com o episódio.
De acordo com Mauricio Pochettino, técnico dos Estados Unidos, o caso não teve influência alguma na derrota do time. Contudo, o treinador aproveitou o momento para criticar pessoalmente aqueles que questionaram os motivos por trás do processo que liberou Balogun para jogar: “Estou muito frustrado e decepcionado com as pessoas que deveriam entender a situação. Qual o sentido de enviar uma mensagem negativa ou de ameaçar? Misturar isso, falar de ética, falar de integridade?”
Jogadores como Tyler Adams e Tim Ream também descartaram a possibilidade de que o episódio tenha distraído a equipe anfitriã do torneio ou influenciado no resultado da partida. “Pelo contrário, provavelmente nos animou, de certa forma”, disse Adams. Ainda questionado se a situação teria afetado o desempenho de Balogun, o meio-campista rebateu: “Alguém teve uma presença marcante em campo hoje? Você sabe o que quero dizer?”






