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Conheça a história da seleção brasileira na Copa do Mundo Feminina

Guerreiras do Brasil já foram vice-campeãs em uma oportunidade e cresceram de tamanho na competição

Lance

Lance|Do R7

Marta disputa sua sexta Copa do Mundo
Marta disputa sua sexta Copa do Mundo Marta disputa sua sexta Copa do Mundo

A Copa do Mundo Feminina está de volta. Nesta quinta-feira (20), às 4h (horário de Brasília), Nova Zelândia e Noruega fazem o jogo de abertura da competição, sediada na própria Nova Zelândia e na Austrália. A seleção brasileira terá sua aguardada estreia sob o comando de Pia Sundhage na próxima segunda-feira (24), contra o Panamá.

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As Guerreiras do Brasil não figuram entre as favoritas na disputa do Mundial, mas não seria surpresa alguma se as comandadas de Pia Sundhage galgassem um lugar no topo. Um ciclo ótimo sob o comando da treinadora sueca levou a equipe ao título da Copa América e a uma grande estruturação da equipe, algo que parecia distante anos atrás. Confira com o Lance! a história do Brasil na Copa do Mundo Feminina ao longo de mais de 30 anos de competição.

O INÍCIO DA TRAJETÓRIA

Após quase quatro décadas de proibição do futebol feminino no Brasil, o caminho para uma estrutura ideal seria árduo. Por isso, as campanhas iniciais na Copa do Mundo seriam atreladas a um desempenho também distante do ideal. Em 1991, queda na fase de grupos. A primeira partida foi consistente, vitória sobre o Japão por 1 a 0, com gol da zagueira Elane. Porém, nos outros dois jogos, sete gols sofridos e derrotas para EUA e Suécia, dando adeus ao torneio. Resultado natural, mas participação história das pioneiras brasileiras.

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Quatro anos depois, a fase de grupos também traria uma vitória na estreia, sobre a própria Suécia. Porém, a vingança é um prato que se come frio: o troco na Suécia voltaria em derrota para o próprio Japão, além de outra derrota para a Alemanha e nova eliminação ainda na primeira fase.

MUDANÇA DE PATAMAR

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A Copa de 1999, realizada nos EUA, transformou o futebol feminino para sempre. Recordes de público, audiência e grande futebol jogado. A Seleção Brasileira entrou na mesma onda e fez grande campanha, se classificando pela primeira vez na fase de grupos. Os três jogos contaram com uma goleada por 7 a 1 sobre o México, vitória por 2 a 0 sobre a Itália e igualdade em 3 a 3 frente à Alemanha.

Na fase seguinte, nas quartas de final, um duelo histórico frente à Nigéria. Cidinha, duas vezes, e Nenê marcaram para abrir 3 a 0 ainda na primeira etapa. As africanas reagiram de forma surpreendente e buscaram o empate na segunda metade. Na prorrogação, o tão temido gol de ouro consagraria a craque Sissi. Em falta sofrida por Maycon, a camisa 10 cobrou com perfeição e marcou o tento que classificaria a equipe às semifinais. Na fase seguinte, porém, os EUA contaram com o fator casa e se sobressaíram, vencendo por 2 a 0. Na disputa pelo terceiro lugar, um empate sem gols com a Noruega forçou a disputa por pênaltis, onde o Brasil venceu por 5 a 4 e conseguiu o histórico bronze.

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PERSONAGEM DESBLOQUEADO COM SUCESSO

Em 2003, Marta começaria a marcar seu nome na história da competição. Na fase de grupos, campanha de sete pontos, com duas vitórias e um empate, além de dois gols para a estrela brasileira. Nas quartas de final, a jogadora voltaria a marcar, cobrando pênalti, mas o Brasil novamente seria a vítima da Suécia e acabou sendo eliminado. O legado da camisa 10 começava ali.

Quatro anos depois, a melhor campanha da história da Seleção em Copas era regida por uma super geração que contava com Formiga e Cristiane. Mas os holofotes, como sempre, estava, voltados para atuações gigantes de Marta. Na fase de grupos, três vitórias convincentes sobre China, Dinamarca e Nova Zelândia. O fantasma das quartas, na ocasião, teria as portas fechadas quando Cristiane marcou o gol da vitória sobre a Austrália por 3 a 2. Nas semifinais, o tão temido algoz EUA não passou perto de ser páreo: Marta fez chover em Hangzhou, marcou duas vezes com direito a golaço e contribuiu em uma goleada por 4 a 0. Na final, porém, não deu: Prinz e Laudehr marcaram e a Alemanha superou a Seleção por 2 a 0, encerrando o sonho dourado.

QUEDA DE DESEMPENHO

Em 2011, os dois fantasmas exorcizados quatro anos antes voltariam a aparecer, unindo forças para derrubar o Brasil. Depois de uma fase de grupos sólida, sem sofrer gols, o Brasil caiu nas quartas para os Estados Unidos em dia de vilã para Daiane. A defensora marcou um gol contra, viu Marta empatar no tempo normal e virar na prorrogação, deu liberdade para Abby Wambach empatar nos acréscimos do tempo extra e ainda desperdiçou sua penalidade, sacramentando a eliminação.

Nas duas edições seguintes, em 2015 e 2019, as situações foram semelhantes. Já com 24 times, o Brasil se classificaria na liderança do seu grupo em 2015, mas acabou sucumbindo à Austrália nas oitavas. A mesma fase vitimaria a Seleção quatro anos depois: após fase de grupos nada consistente, a equipe de Vadão passou como uma das melhores terceiras colocadas, com seis pontos, mas acabou caindo para a França na prorrogação em jogo duríssimo.

Ainda assim, Marta escreveria seu nome e vem para mais recordes em 2023. A jogadora já é a maior artilheira da história da competição somando as esferas masculina e feminina, com 17 gols, e disputará a sua sexta Copa do Mundo. A marca será alcançada também por Christine Sinclair (Canadá) e Onome Ebi (Nigéria), além de já ter Homare Sawa no posto e ser superada apenas por Formiga, com sete incríveis participações.

SONHANDO NOVAMENTE

A trajetória da Seleção, atualmente comandada por Pia Sundhage, nesta Copa do Mundo de 2023, começará na próxima segunda-feira (24), frente ao Panamá. Cinco dias depois, a equipe enfrentará a França, carrasco do último Mundial; no dia 2 de agosto, as Guerreiras do Brasil decidem a fase de grupos contra a Jamaica.

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