Lance Bastidores da venda de Talles Magno: Vasco em silêncio, percentual mantido, exemplo recente e paciência

Bastidores da venda de Talles Magno: Vasco em silêncio, percentual mantido, exemplo recente e paciência

Jogador não chegou a se despedir dos companheiros de time; contra possíveis penhoras, clube se calou; personagens e modus operandi da saída de Paulinho se repetem

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A notícia da venda de Talles Magno, nesta segunda-feira, pegou muita gente de surpresa. E, de fato, esse foi o objetivo. No mundo ideal do Vasco, a negociação ainda estaria sob sigilo, inclusive bastidores abaixo. Tudo tem razão de ser, inclusive o silêncio sepulcral que imperou sobre os atores do clube e da negociação ao longo das últimas tarde e noite.

Foi uma quietude realmente impressionante. Dirigentes e pessoas envolvidas direta ou indiretamente se mantiveram incomunicáveis a diferentes pessoas durante longos períodos. Evitaram dar qualquer indício de que a transferência ocorre. O temor é por eventuais penhoras visto, principalmente, que o clube está fora do Ato Trabalhista.

Há paralelo: três anos atrás, o Vasco vendeu Paulinho ao Bayer Leverkusen numa situação também repentina. Pegou, inclusive, o então vice-presidente de futebol, Fred Lopes, de surpresa - foi uma das razões para ele romper com o então presidente do Cruz-Maltino, Alexandre Campello. Mas Adriano Mendes e Carlos Leite são personagens que se repetem.

Adriano era vice-presidente de Controladoria, departamento criado à época com status de controle geral do clube; hoje, ele ocupa a pasta de Finanças. Carlos Leite era o empresário de Paulinho e também é de Talles. Na época, o Cruz-Maltino silenciou para conseguir efetuar rapidamente, e sem percalços, os pagamentos mais urgentes. É bastante plausível que a estratégia se repita.

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Talles Magno já havia sido sondado por gigantes como Liverpool, Juventus e Barcelona. Do Grupo City, a primeira investida, pela apuração do LANCE!, foi em janeiro. O Vasco jogou alto na pedida: cerca de R$ 90 milhões no total. O outro lado da negociação, então, retrocedeu e voltou à carga no mês passado. Foram três rodadas de negociação e cláusulas que seguem não oficiais.

O clube de São Januário ficará com um valor entre 8% e 10% dos direitos econômicos do atacante. O montante do acordo final gira em torno de US$ 12 milhões (cerca de R$ 63 milhões). Talles Magno não chegou a se despedir nem dos companheiros de time - para se ter ideia do nível de sigilo exigido -, mas deverá ser apresentado muito em breve no New York City.

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