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Haiti chega à Copa com intensidade como trunfo e sinais de alerta na bola aérea

Adversário do Brasil na fase de grupos mostrou organização, pressão alta e velocidade nos amistosos

Jogada 10

Jogada 10|Do R7

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Seleção do Haiti é a segunda adversária do Brasil na Copa do Mundo Reprodução/X/@fhfhaiti - 05.06.2026

Apesar da derrota por 1 a 0 para a Escócia na estreia da Copa do Mundo, o Haiti ainda tem motivos para acreditar em uma campanha competitiva no torneio. A seleção haitiana encara o Brasil, nesta sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília).

Nos dois amistosos que antecederam o Mundial, a equipe caribenha deixou impressões positivas, especialmente pela intensidade sem a bola e pela velocidade nas transições ofensivas.


Depois de golear a Nova Zelândia por 4 a 0, o Haiti acabou derrotado pelo Peru, treinado por Mano Menezes, por 2 a 1. Ainda assim, o desempenho reforçou características que vêm marcando a equipe ao longo do ciclo.

A principal delas é a objetividade. Seja em contra-ataques, recuperações de posse ou saídas diretas, os haitianos procuram atacar de forma rápida e vertical, tentando chegar ao gol adversário com poucos passes.


Além disso, a dedicação defensiva chamou atenção diante dos peruanos. Quando o adversário tentava construir desde a defesa, o Haiti adiantava suas linhas e pressionava em marcação individual, geralmente estruturada em um 4-4-2 bastante agressivo.

O comportamento dificultou a saída de bola do Peru durante vários momentos da partida e mostrou uma seleção disposta a competir fisicamente contra rivais de maior tradição.


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Haiti tem fragilidade pelo alto

Apesar dos pontos positivos, os amistosos também evidenciaram problemas que podem ser explorados pelos adversários na Copa do Mundo. A principal vulnerabilidade está nas jogadas aéreas. Contra a Nova Zelândia, mesmo na vitória por 4 a 0, o Haiti sofreu em escanteios, faltas laterais e cruzamentos para a área. Em alguns momentos, os neozelandeses chegaram perto do empate antes de a equipe caribenha ampliar a vantagem.

Outro fator observado na partida contra o Peru foi a queda de rendimento após as substituições. Durante boa parte do jogo, o Haiti competiu em igualdade e conseguiu executar seu plano de jogo. No entanto, a derrota acabou sendo construída justamente quando os reservas passaram a ocupar mais espaço em campo.


Mesmo assim, a avaliação interna é positiva. A equipe mostrou evolução, intensidade e uma identidade clara de jogo, fatores que aumentam a confiança.

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