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CBF reclama com Fifa da anulação do gol de Vini Jr.

Entidade envia carta com assinatura de Samir Xaud e questiona escolha do árbitro, que invalidou o gol no 1° tempo após revisão no VAR

Jogada 10

Jogada 10|Do R7

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Vini Jr. foi destaque do Brasil contra a Escócia Rafael Ribeiro / CBF

A CBF não gostou do gol anulado do atacante Vini Jr. ainda no primeiro tempo na vitória contra a Escócia e agiu nos bastidores. Diante disso, a entidade brasileira enviou nesta quinta-feira (25) uma reclamação formal à Fifa. O documento contou com a assinatura do presidente Samir Xaud e questionou a decisão pela escolha do árbitro.

Na ocasião, o Brasil ganhava por 1 a 0 quando o lance aconteceu, aos 21 minutos do primeiro tempo. Vini Jr. roubou a bola de Hendry na entrada da área e, cara a cara com o goleiro Gunn, completou para o fundo das redes. No entanto, o árbitro invalidou o gol após análise no VAR.


“A anulação do gol brasileiro contra a Escócia no 21º minuto não parece alinhada com a filosofia adotada durante a competição. Notavelmente, a decisão parece inesperada não apenas para o time brasileiro, mas também para os jogadores escoceses cuja reação imediata sugere que não anteciparam uma revisão ou subsequente anulação do gol”, diz o documento.

O documento na sequência fala que respeita o processo de decisão do árbitro. No entanto, afirma que pretende que seja uniforme a interpretação e o uso do VAR.


“Se o princípio do guia desta Copa do Mundo é respeitar a interpretação do árbitro e minimizar a interpretação do VAR, é essencial que essa filosofia seja uniforme.

CBF questiona árbitro

Além disso, a CBF questionou a escolha do árbitro César Ramos para o jogo do Brasil. Isso porque o juiz já esteve envolvido em uma controvérsia com o Brasil na Copa da Rússia, de 2018, quando deu um gol em favor da Suíça, apesar do pedido de falta.


“Mas, ele também é o árbitro do jogo do Brasil contra a Suíça na Copa de 2018, quando o gol de empate da Suíça foi permitido, apesar de a falta cometida contra o defensor brasileiro imediatamente antes do gol”.

“É compreensível que questões surjam quando o mesmo árbitro de novo é envolvido em mais uma decisão importante afetando o Brasil na Copa do Mundo. Nós enfatizamos que esta observação não deve ser interpretada como crítica à integridade ou competência do árbitro, mas mais como uma reflexão sobre a importância de evitar circunstâncias que podem desnecessariamente criar a percepção de inconsistência e controvérsia”, concluiu.


Próximo desafio

A seleção voltará a campo na próxima segunda-feira, quando enfrentará o Japão, às 14h (de Brasília), em Houston, pela segunda fase da Copa do Mundo.

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