Senadora do Paraguai nega ter buscado ‘minuto de fama’ em caso Mbappé: ‘Já sou famosa’
A senadora paraguaia manteve a postura de não se retratar sobre as declarações que geraram investigação de injúria racial
Jogada 10|Do R7

A senadora Celeste Amarilla rejeitou a acusação de que teria usado o episódio envolvendo Kylian Mbappé para ganhar notoriedade. Nesta quarta-feira (7), a parlamentar paraguaia, que disse já “ser famosa”, voltou a falar sobre as declarações racistas contra o camisa 10 e manteve a postura de não se retratar sobre o caso que gerou investigação na França.
“Não fiz isso buscando meu minuto de fama. Eu já sou famosa aqui, famosa de todas as formas. Fiz isso sem pensar. Por isso que estou tendo problemas agora”, disse Amarilla em entrevista ao jornal paraguaio ABC.
A parlamentar também afirmou que tem recebido apoio de parte da população do Paraguai e até da França, mesmo após manifestações contrárias de órgãos internacionais e dos governos paraguaio e francês. Ela, inclusive, disse ter ficado surpreendida com tantas reações positivas.
“Eu não esperava por isso, e nem sei se mereço tanto apoio. É incrível. Acho que todos aqueles que não gostavam de mim me perdoaram”, afirmou.
Relação entre Paraguai e França
Amarilla também contestou a dimensão dada ao caso e afirmou que o episódio não deveria afetar a relação entre os países, já que, segundo ela, a “França é grande demais para ser reduzida a Mbappé”. Além disso, a senadora classificou a reação do governo paraguaio como “absolutamente desnecessária”.
“Foi um claro caso de dizer ‘sim, senhor’ à França, quando a França nem sequer foi afetada. Insisto, e vocês podem ler. Tão inapropriado quanto quiserem, mas falei sobre o Mbappé. Em que momento mencionei a França?”, argumentou.
Celeste Amarilla x Mbappé
A nova manifestação acontece dias depois dos insultos feitos pela senadora nas redes sociais, referindo-se à eliminação do Paraguai para a França na Copa do Mundo. As publicações geraram repercussão internacional e provocaram uma resposta pública do atacante francês.
“Camaronês colonizado, bancando o durão para parecer francês, ressentido, novo-rico, arrogante e feio. Ficou nervoso e morrendo de medo durante toda a partida, assim como todo o seu time”, escreveu Amarilla em um dos trechos.
Kylian Mbappé classificou Amarilla como uma “mulher desprezível e indigna de sua função”. Além disso, afirmou que ela “não representa o povo paraguaio” e que garantiu que não permitirá que pessoas como ela “propaguem ódio e racismo pelo mundo”.
Posicionamento da Federação Francesa de Futebol
A FFF (Federação Francesa de Futebol) apresentou uma denúncia formal às autoridades do país e classificou as declarações como “aberrantes e inaceitáveis”, além de defender a adoção de medidas judiciais. O caso também abriu uma investigação em Paris por injúria racial, conduzida pela unidade especializada no combate ao ódio online.
A situação ainda recebeu manifestações dentro da seleção francesa. O zagueiro Dayot Upamecano afirmou que Mbappé permanece concentrado na Copa do Mundo, chamou os comentários de “inadmissíveis” e defendeu punição à autora das declarações. O defensor também disse que o grupo está unido em apoio ao capitão francês na reta decisiva do torneio.








