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Seleção brasileira se fecha após eliminação: ‘Eles querem privacidade’

Um dia após a derrota para a Noruega, jogadores recebem folga para ficar com as famílias e não darão entrevistas; volta é nesta terça (7)

Jogada 10

Jogada 10|Do R7

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Ônibus da seleção brasileira em Basket Ridge; ninguém falará Leonardo Pereira / Jogada10

A palavra que resume o primeiro dia da seleção brasileira após a eliminação para a Noruega é privacidade. Nesta segunda-feira (6), não haverá entrevistas de jogadores, integrantes da comissão técnica ou dirigentes. Os atletas receberam folga para passar o dia com as famílias e se reapresentam apenas à noite, quando iniciam os preparativos para o retorno ao Brasil. O embarque está previsto para esta terça-feira (7), ainda sem horário confirmado.

A equipe de reportagem esteve no hotel que abriga a delegação brasileira e, ao tentar se aproximar da entrada, ouviu de um dos policiais responsáveis pela segurança a justificativa para a restrição de acesso. “Eles querem privacidade”, afirmou o agente, ao informar que nem mesmo a imprensa poderia permanecer nas proximidades do local. Assim, os profissionais foram orientados a ficar cerca de dois quilômetros antes da entrada do hotel.


Privacidade como prioridade

A privacidade sempre foi uma das prioridades da CBF durante a Copa do Mundo. Desde antes do início da competição, o coordenador executivo Rodrigo Caetano já destacava a importância de oferecer um ambiente reservado para jogadores e comissão técnica. A escolha do hotel The Ridge, em Basket Ridge, levou justamente esse fator em consideração.

Assim, durante cerca de 40 dias de permanência da seleção no local, o isolamento foi praticamente absoluto. O hotel está localizado em uma região cercada por floresta, distante dos grandes centros urbanos e com forte esquema de segurança, incluindo postos de controle e viaturas policiais. Ao longo de todo esse período, nenhum torcedor ou popular apareceu nas proximidades da concentração.


Contato controlado com a imprensa

O contato com a imprensa também sempre aconteceu de forma controlada – apenas nos horários estabelecidos para entrevistas coletivas. Encerradas as atividades oficiais, os jornalistas eram convidados a se retirar do local. As famílias dos jogadores, por sua vez, ficaram hospedadas em outros hotéis, preservando ainda mais a rotina da delegação.

Dessa forma, o silêncio adotado no “day after” da eliminação não representa uma mudança de postura, mas, sim, a continuidade de um modelo de concentração que marcou toda a campanha brasileira no Mundial. Desta vez, porém, o isolamento acontece em meio à frustração pelo fim da trajetória da seleção na competição.

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