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Futebol Sindicato de jogadores critica Copa do Mundo a cada dois anos

Sindicato de jogadores critica Copa do Mundo a cada dois anos

O FifPro, entidade que representa os atletas, disse que mudanças no calendário devem considerar saúde dos jogadores

Reuters - Esportes
Fifa quer Copa do Mundo a cada dois anos, mas sindicato dos jogadores são contra

Fifa quer Copa do Mundo a cada dois anos, mas sindicato dos jogadores são contra

Fifa

O sindicato mundial de jogadores FifPro pediu reformas no calendário internacional do futebol para atender à necessidade de redução da carga de trabalho dos jogadores, depois que a Fifa anunciou um estudo de viabilidade para transformar a Copa do Mundo em um evento bienal — a cada dois anos.

O FifPro disse que qualquer expansão do calendário deve incluir garantias adequadas para a saúde dos jogadores e que as reformas devem facilitar o desenvolvimento do futebol masculino e feminino.

"As propostas que consideram expansões adicionais, como uma Copa do Mundo bienal — bem como outras reformas de competição em discussão — são inadequadas na ausência de soluções para os problemas existentes", disse a FifPro em um comunicado nesta terça-feira.

"Sem a concordância dos jogadores, que dão vida a todas as competições em campo, essas reformas não terão a legitimidade necessária. O debate atual, mais uma vez, segue um processo e uma abordagem falhos."

O secretário-geral do FifPro, Jonas Baer-Hoffmann, disse que qualquer plano para expandir as competições deve integrar as visões dos jogadores.

A proposta da Fifa de realizar as Copas do Mundo masculina e feminina a cada dois anos, em vez de quatro, recebeu respostas mistas de suas confederações.

A Uefa, órgão dirigente do futebol europeu, rejeitou a ideia, com seu presidente Aleksander Ceferin alertando que países europeus poderiam boicotar o evento caso se tornasse bienal, enquanto a sul-americana Conmebol disse ser "inviável".

A AFC (Confederação Asiática de Futebol) deu as boas-vindas ao estudo de viabilidade, enquanto a Concacaf (Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe) reconheceu os méritos de criar um novo calendário.

O presidente da CAF (Confederação Africana de Futebol), Patrice Motsepe, disse que as discussões devem continuar "com a mente aberta".

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