Futebol PSG reconhece racismo na base, mas culpa ação isolada de dirigente

PSG reconhece racismo na base, mas culpa ação isolada de dirigente

Equipe parisiense possuía método de classificação de atletas a serem recrutados com base nas suas etnias, segundo jornal francês Mediapart

racismo PSG

Paris Saint-Germain contratou um atleta negro entre anos de 2013 e 2018

Paris Saint-Germain contratou um atleta negro entre anos de 2013 e 2018

Christian Hartmann/Reuters - 8.11.2018

O Paris Saint-Germain admitiu nesta quinta-feira (8) a ocorrência de racismo em suas categorias de base. O time francês foi acusado de promover discriminação na escolha de jogadores jovens para o clube nos últimos anos.

A informação partiu do jornal francês Mediapart, documentos divulgados pelo 'Football Leaks', portal responsável pelo vazamento de informações confidenciais, garantem que a equipe recrutava atletas com base em etnias.

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Segundo o jornal, existiam quatro subgrupos: 'Francês' (branco), 'Norte-africano', 'Das Antilhas' e 'Africano' (negro), todos sob responsabilidade do dirigente Marc Westerlopp, entre 2013 e 2018. 

O caso mais emblemático é o do marfinense Yann Gboho. O meio-campista de 17 anos, que hoje está no Rennes, chegou a jogar na base do PSG, mas foi dispensado aos 13 anos por causa de sua cor. Na época, a dispensa do atleta foi encoberta pela diretoria do clube 'para evitar escândalos'.

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Westerlopp teria afirmado que havia a necessidade de "equilibrar a diversidade" nas categorias de base do Paris Saint-Germain. Para ele, haviam muitos jogadores de origem africana e caribenha entre os adolescentes que integravam as equipes menores do time francês.

O PSG emitiu um comunicado admitindo que a equipe praticou discriminação racial nas categorias de base. Segundo o clube, foi apenas ação individual do dirigente em questão.

"O Paris Saint-Germain confirma práticas ilegais cometidas pelo sistema de recrutamento do seu centro de treinamento, dedicados a atletas de fora do Ile de France. Essas práticas são de responsabilidade exclusiva do chefe deste departamento. A direção geral do clube nunca teve conhecimento de um sistema de registro étnico dentro de um departamento de recrutamento, nem possuía um. Essas práticas traem o espírito e os valores do Paris Saint-Germain", afirmou o clube.

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