Opinião: Corinthians vai ter que aprender que a arena não vence jogo sozinha
Mau futebol do time resultou em derrota para o Figueirense na estreia da nova casa
Futebol|Francisco Valle, do R7

O cenário perfeito para a estreia da Arena Corinthians estava montado: estádio entregue — mesmo que inacabado —, torcida presente em grande número e, como adversário, o Figueirense, até então lanterna do Campeonato Brasileiro e time que ainda não havia marcado nem um gol sequer na competição.
Nem o mais pessimista corintiano imaginava que a equipe sairia derrotada no último domingo (18), mas aconteceu. E aconteceu porque o time não jogou bem, estava mal armado, presunçoso e ansioso demais.
Enquanto o meio de campo corintiano tinha um buraco enorme, enquanto Guerreiro só reclamava e se jogava para cavar pênaltis, enquanto Luciano estava perdido e Jadson apagado, o Figueirense sabia muito bem o que fazer. O time de Santa Catarina até parecia ser treinador por Mano Menezes, pois incorporou o discurso orgulhoso do técnico do Timão de “jogar por uma bola” e, assim, marcou o primeiro gol em uma partida oficial no estádio.
Se o Corinthians achou que apenas o ótimo gramado, uma torcida enlouquecida pela festa inédita e uma casa para chamar de sua o fariam vencer o jogo, se enganou. Para se ganhar no futebol, é preciso jogar futebol. Uma arena moderna e o Bando de Loucos para empurrar colaboram, mas não fazem a bola entrar na rede.
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Por isso, para traçar a história em Itaquera com vitórias, o Corinthians precisa rapidamente se acertar, compactar suas linhas dentro de campo e jogar por várias bolas, para que algumas delas entrem e o time não precise sobreviver de chuveirinhos e pênaltis cavados.
Se o Pacaembu e o Morumbi foram palco de tantas conquistas alvinegras, era porque havia uma equipe de futebol ali dentro para ganhá-las e não um catado de bons jogadores desorganizados e nervosos em campo.















