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BRASILEIRO 2022
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ONU condena ataques racistas feitos contra Vini Jr

Entidade afirma que é preciso enfrentar, combater e prevenir o racismo no esporte e pede investigação

Futebol|Do R7


Vini Jr. e o técnico Ancelotti, no domingo (21), na partida em que aconteceram os insultos racistas
Vini Jr. e o técnico Ancelotti, no domingo (21), na partida em que aconteceram os insultos racistas

O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, denunciou nesta quarta-feira (24) os insultos racistas proferidos contra o atacante brasileiro Vinícius Jr. (Real Madrid) durante uma partida na Espanha e pediu esforços conjuntos para erradicar esse flagelo do esporte.

"Fazemos um apelo a todos esses eventos esportivos do mundo para enfrentar, combater e prevenir o racismo", declarou Turk, em entrevista coletiva em Genebra, antes de afirmar que o novo incidente é um "lembrete brutal da prevalência do racismo no esporte".

No domingo (21), o atacante do Real Madrid, de 22 anos, foi alvo de insultos, inclusive racistas, durante a derrota de sua equipe por 1 a 0 para o Valencia.

O incidente provocou um grande impacto na Espanha, onde os casos de racismo são registrados há várias décadas nos estádios, sem resultar em verdadeiras sanções penais.

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Neste caso específico, Turk saudou, no entanto, "uma reação muito forte das autoridades" e disse que "começaram a prender pessoas muito rapidamente na sequência".

"Uma investigação deve acontecer. Este é um assunto que vai preocupar a Justiça", acrescentou.

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Para a principal autoridade dos direitos humanos da ONU, “os que organizam eventos esportivos levam a questão muito a sério”.

Embora reconheça os inúmeros aspectos positivos do esporte, Turk afirma que também é preciso "lidar com o lado sombrio". O alto-comissário pediu a seus serviços para preparar um relatório de orientação sobre a questão do racismo no esporte.

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"Queremos propor certo número de ideias claras sobre as normas relativas aos direitos humanos em eventos esportivos", insistiu, e citou os problemas de participação, de inclusão e da "luta contra a estigmatização e o racismo".

"Constatamos uma discriminação em um amplo leque de questões, incluindo discriminação de gênero e discriminação contra pessoas LGBTI que também participam de eventos esportivos”, disse Turk.

É preciso que fique absolutamente claro — frisou ele — que "o racismo é completamente inaceitável" e, nesse sentido, pediu a todos que façam um exame de consciência.

"Será que eu tenho um preconceito? (...) Como eu reajo quando vejo outra pessoa lançando um insulto racista? (...) Eu me acomodo, eu respondo a isso?", questionou.

"Temos que encontrar maneiras de erradicá-lo completamente no século 21. Isso exige que todos enfrentem [o problema]", completou.

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