Messi fica, mas critica presidente do Barça: "Não existe projeto"

Craque argentino não escondeu seu descontentamento com a atual diretoria do clube e com o presidente Josep Maria Bartomeu

Messi voltou atrás em sua decisão de deixar o Barcelona, afirmando não querer entrar na Justiça contra o clube que ama e que defendeu por toda a sua carreira. O craque argentino, no entanto, não escondeu seu descontentamento com a atual diretoria do clube e com o presidente Josep Maria Bartomeu, em entrevista ao jornalista Rubén Uria, do Goal.com.

“É claro que tive dificuldade em decidir. Não vem do resultado do Bayern, vem de muitas coisas. Eu sempre disse que queria acabar aqui e sempre disse que queria ficar aqui. Que eu queria um projeto vencedor e ganhar títulos com o clube para continuar expandindo a lenda do Barcelona em termos de títulos. E a verdade é que há muito tempo não existe projeto nem nada, eles (presidente e diretoria) fazem malabarismos e tapam buracos com o passar do tempo. Como disse antes, sempre pensei no bem-estar da minha família e do clube."

No último dia 25, pouco mais de uma semana após a goleada por 8 a 2 sofrida para o Bayern, pelas semifinais da Champions, o craque argentino enviou um burofax ao Barcelona, manifestando o desejo de deixar o clube. Chegou a ouvir propostas de Paris Saint-Germain e Manchester City.  Mas, nesta sexta-feira (4), afirmou que permanece até julho de 2021 no clube catalão.

Iniciou-se, então, uma novela que tinha a permanência do jogador como tema. O Barcelona se negou a liberá-lo sem a multa rescisória de 700 milhões de euros. O estafe de Messi, por sua vez, apontava uma cláusula contratual na qual seria permitida a saída do jogador, sem pagamento de multa, após o fim da temporada 2019-2020.

Uma batalha judicial ameaçava se inicar e, para evitá-la, Messi decidiu permanecer. Seguiu, inclusive, o conselho do treinador Guardiola, do Manchester City que, percebendo a situação e a dificuldade do clube inglês em contratá-lo, temoroso de ferir o fair-play financeiro e se envolver na questão jurídica, sugeriu que o ídolo argentino permanecesse no Barcelona.

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