Fla brilha no segundo tempo, vence o Athletico-PR e entra no G4

Rubro-negro fica preso na marcação alta e leva sufoco no primeiro tempo, mas se transforma com entrada de Everton Ribeiro e bate Furacão por 3 a 1

Pedro subiu de produção com a entrada de Everton Ribeiro e marcou o primeiro do Fla

Pedro subiu de produção com a entrada de Everton Ribeiro e marcou o primeiro do Fla

Wilton Junior/Estadão Conteúdo - 4.10.2020

Flamengo três, Athletico-PR um, no Maracanã, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2020.

Os dois times entraram em campo com uma partida a menos. O Flamengo, comandado no jogo pelo segundo auxiliar de Dome, Jordi Gris (o primeiro, Jordi Guerrero, também testou positivo para covid-19), entrou em campo com os meninos Gabriel Noga e Natan na zaga e Vitinho no ataque na vaga de Gabigol. Rodrigo Caio e Everton Ribeiro, que voltaram da quarentena, ficaram no banco.

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Fla e Furacão iniciaram a partida cumprindo a moda: marcação alta, com linhas adiantas, e saída de bola no toque de bola. O rubro-negro tentava melhorar seu desempenho em casa, o segundo pior do Brasileirão, atrás apenas do Botafogo.

Logo no primeiro minuto, o jovem goleiro Hugo Souza errou ao sair jogando errado e perdeu a bola para Alvarado, que chutou forte. A bola explodiu na trave.

O lance parece ter assustado o Flamengo, que passou a viver momentos difíceis nos contra-ataques do Furacão. A marcação adiantada do time paranaense sobrecarregava a saída de bola do Flamengo Willian Arão. Por esse caminho o visitante criou várias oportunidades na primeira etapa. Vitinho foi o pior homem em campo na primeira metade do jogo. A performance ruim foi coroada com uma furada bisonha em um lance de gol.

A primeira etapa termina em zero a zero. O Flamengo não consegue apresentar a coragem exibida contra o Palmeiras e a organização tática verificada contra o Independiente del Valle. Filipe Luís, Bruno Henrique e Arrascaeta foram um pouco melhores pela esquerda, mas a bola não chegou a Pedro. Mas pela direita, com Vitinho em outra jornada ruim, nada foi criado.

No Furacão, o trio de frente formado pelo meia Jorginho e os atacantes Renato Kayser e Carlos Eduardo deu muito trabalho ao dono da casa com as investidas de contra-ataque e as formadas a partir da roubada de bola dos três volantes do time paranaense com a marcação adianta.

No intervalo, Jordi Gris mostrou que fazia a leitura correta do jogo: colocou Everton Ribeiro no lugar de Vitinho. Com um minuto e meio, ER deu um chute perigoso e quase marcou. Fez nesse pequeno espaço de tempo mais do que Vitinho em toda a primeira etapa.

O Flamengo voltou melhor no segundo tempo. O rubro-negro voltou com maior movimentação, sem atacantes estáticos, e na pressão absoluta: nos primeiros seis minutos criou três oportunidades.

E praticamente resolveu o jogo, com dois gols, nos primeiros 13 minutos. No primeiro, aos dez, Pedro pegou a sobra de uma bola disputada e chutou para a rede. No segundo, aos 13, Bruno Henrique bateu pênalti no alto, à esquerda do goleiro Santos, do Athletico-PR.

Quando parecia que o Flamengo iria deslanchar no placar, o Furacão descontou: Renato Kayser escorou de cabeça para a rede um cruzamento da direita.

O gol animou os paranaenses. Mas, dez minutos depois, Everton Ribeiro, que mudou a partida na segunda etapa, marcou o terceiro.

Foi a ducha fria definitiva no Athletico-PR. O Flamengo pegará agora o Sport no Maracanã e o Vasco, em São Januário.    

Com o resultado, o Flamengo chega ao G4 e o Furacão fica em 11º.

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