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‘Estão com saudades?’ Não, Neymar. Estamos com inveja

A maior proeza do camisa 10 do Brasil até agora nessa Copa foi anunciar que fez mais uma filha

Copa do Mundo|Keila JimenezOpens in new window

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Neymar aparece no treino, faz piada com a imprensa e pergunta se estão com saudades IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto — 17.06.2026

Nesta quarta-feira (17), Neymar voltou a treinar com a seleção brasileira. Ele viu os repórteres e perguntou isso que está no título do post, com aquele sorriso de deboche.

Mas a pergunta certa é outra: o que estamos sentindo enquanto assistimos a essa Copa do Mundo? Saudade? Não. É a inveja mais difícil de engolir que o futebol já nos impôs.


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Ontem, Messi chegou a 16 gols em Mundiais e igualou o recorde histórico de toda a história das Copas. Horas antes, Mbappé — da França, aquela que já foi carrasca do Brasil — marcou dois gols, ultrapassou Pelé na lista histórica e se tornou o maior artilheiro de toda a história francesa. Aos 27 anos.

E a maior proeza do camisa 10 do Brasil até agora nessa Copa foi anunciar que fez mais uma filha.


Eu digo isso sem crueldade. Digo como comunicadora, como brasileira e como alguém que trabalha com algo claro: o que você comunica quando não fala nada é tão poderoso quanto o que você diz.

Neymar chegou à Copa lesionado. Não joga. Ninguém sabe quando vai jogar. Mas ele aparece no treino, faz piada com a imprensa e pergunta se estão com saudades. Oi?


Isso é gestão de imagem? É. Mas é também o espelho de algo maior: o Brasil deixou de ser o país do futebol há algum tempo, e a gente continua tentando se comunicar como se ainda fosse.

A Argentina tem Messi quebrando recordes históricos. A França tem Mbappé reescrevendo a história. E nós temos… um chá revelação da NeyFamily, fofocas de alcova da CBF e um craque que pretende povoar o mundo.


A inveja que sentimos hoje não é pequena. É aquela inveja que dói porque é legítima. Porque eles são realmente melhores, agora, nessa Copa, dentro de campo.

E o mais difícil não é admitir isso. O mais difícil é continuar torcendo e comunicando grandeza quando o conteúdo não acompanha o discurso.

Isso vale para o futebol. Vale para marcas, eventos. Vale para carreira.

Comunicação sem entrega é só barulho.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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