Uruguai e Itália em jogo de vida e morte; Costa Rica deseja a liderança
Seleções campeãs do mundo não querem passar vergonha no Mundial
Copa do Mundo 2014|Do R7

Uruguai e Itália jogam a sobrevivência na Copa do Mundo do Brasil na terça-feira (24) em Natal, às 13h (horário de Brasília), na terceira rodada do Grupo D, no qual a surpreendente Costa Rica garantiu vaga antecipada nas oitavas de final.
Os costarriquenhos desejam vencer a Inglaterra no mesmo horário em Belo Horizonte para terminar a primeira fase na liderança da chave.
Mas o jogo que todos desejam assistir na terça-feira envolve os campeões mundiais, Itália e Uruguai, que venceram a Inglaterra, em ambos os casos por 2 a 1, mas perderam para a Costa Rica, a Azzurra por 1-0 e a Celeste por 3 a 1.
As duas seleções têm três pontos e os italianos jogam pelo empate, graças ao melhor saldo de gols. Para os uruguaios apenas a vitória significa a permanência no torneio.
A partida promete ser muito tensa, já que o derrotado voltará para casa mais cedo, com um grande fracasso na bagagem. O treinador de uruguai Oscar Tabárez, comentou sobre a tensão que a partida promete render.
"É óbvio que vamos jogar com pressão, porque dos três resultados possíveis apenas um nos interessa. Mas não jogaremos desesperados. Tenho um grupo que está acostumado a resistir à pressão e que responde bem à pressão.
Os dois países chegam à "final antecipada" com estados de ânimo quase antagônicos, já que os uruguaios estrearam com derrota e "ressuscitaram" com a grande atuação de Luis Suárez contra a Inglaterra.
Os italianos, que começaram com uma atuação sólida contra os ingleses, sofreram uma derrota para a Costa Rica na segunda rodada e o botão de alerta foi ligado ante a possível eliminação ainda na fase de grupos, como aconteceu há quatro anos na África do Sul.
Os dois países chegam para a partida com jogadores importantes lesionados, o capitão Diego Lugano no Uruguai e o volante Daniele De Rossi na Itália.
O técnico italiano, Cesare Prandelli, pode optar por uma linha reforçada de cinco jogadores na defesa, com Marco Verratti no lugar de Thiago Motta, como auxiliar de Andrea Pirlo e Claudio Marchisio. Na frente, existe a possibilidade de um ataque formado por Ciro Immobile e Mario Balotelli, como defende parte da imprensa do país. O goleiro e capitão Gianluigi Buffon falou em jogar pela dignidade.
— Precisamos mostrar nossa força e orgulho, obter a vitória. Precisamos ter cabeça fria, assim como uma grande motivação. Se não passarmos da primeira fase, será um fracasso.
No Uruguai, o jovem José Giménez, de 19 anos, deve substituir Lugano mais uma vez.
Mas todas as atenções estarão voltadas, novamente, para a explosiva dupla de ataque formada por Edinson Cavani e Luis Suárez, que passou por uma cirurgia de meniscos no joelho esquerdo no mês passado, mas demonstrou contra a Inglaterra que está em plenas condições.
Costa Rica quer passar em primeiro
No mesmo horário, em Belo Horizonte, a outra partida que fecha o grupo será disputada entre a surpreendente e já classificada Costa Rica e a já eliminada Inglaterra.
Um empate garante a liderança do grupo aos costarriquenhos, que em caso de derrota poderiam ser superados na ponta por italianos ou uruguaios, dependendo do saldo de gols.
O desafio do técnico Jorge Luis Pinto é manter a competitividade e a motivação do time, que deve poupar seus principais jogadores, como Bryan Ruiz e Joel Campbell, já pensando no confronto das oitavas de final.
No lado da Inglaterra, após duas derrotas e a eliminação antecipada, existe apenas a vontade de terminar a competição de maneira digna, se possível com uma vitória de consolação.
A imprensa britânica criticou muito o fato da Federação Inglesa ter confirmado o técnico Roy Hodgson no cargo até a Eurocopa-2016.
Os jogadores admitiram a decepção e pediram perdão à torcida, depois de mais uma eliminação inglesa em Copa do Mundo.
A partida contra a Costa Rica pode marcar a despedida de veteranos como Steven Gerrard e Frank Lampard, ao mesmo tempo em que o treinador pode optar por novatos como Alex Oxlade-Chamberlain, Ross Barkley e Luke Shaw, que ganhariam mais experiência em grandes competições internacionais.



