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Sindicato revela que técnico de segurança alertou sobre risco de manobra fatal no Itaquerão 

Presidente da entidade ainda lembrou que sempre houve denúncias contra a obra

Copa do Mundo 2014|André Avelar, do R7

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Acidente nas obras do Itaquerão deixou dois operários mortos
Acidente nas obras do Itaquerão deixou dois operários mortos Miguel Schincariol/AFP

Presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Civil de São Paulo), Antonio de Sousa Ramalho apontou nesta quinta-feira (28) alguns erros na tragédia no palco da abertura da Copa 2014. Ramalho, que também é deputado estadual, revelou que um técnico de segurança presente nas obras alertou sobre o risco de desabamento antes do acidente fatal que matou dois operários.

— O técnico de segurança veio ontem dar o alerta de que algo errado estava acontecendo. A base de sustentação não era suficiente para aquela torre. Não sei que tipo de sinais era esse. Pode ser terra cedendo, precipitação... Eu não sei. Esse alerta foi feito pelo técnico de segurança às 8h.


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Apesar da morte de dois operários, o presidente do Sintracon lembrou, em entrevista nesta quinta-feira (28), que a tragédia poderia ter sido ainda maior caso não fosse horário de almoço.


— Tivemos duas sortes aqui, lamentavelmente as mortes. A primeira era horário de almoço e as pessoas estavam no refeitório. A outra é que o operador percebeu o barulho e já deu o sinal de que algo errado estava acontecendo.

Ramalho revelou que denúncias de abusos eram comuns nas obras do Itaquerão. Porém, a paixão de muitos trabalhadores pelo Corinthians complicava uma investigação.


— Sempre havia denúncias aqui, mas aqui também era uma grande festa. Como a maioria era corintiana, trabalhava 14 horas por dia. Mas o pessoal aqui trabalhava muito feliz, fazia churrasco, além de ganhar muito bem.

Odebrecht se defende:

“A Odebrecht Infraestrutura e o Sport Club Corinthians Paulista esclarecem que não houve nenhum alerta prévio ao acidente e negam a ocorrência dos eventos relatados pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo.

Esclarecem também que tal sindicato não representa os trabalhadores que realizavam as operações de movimentação de guindaste e colocação de estrutura metálica na obra da Arena Corinthians. Esses trabalhadores são representados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada, Infraestrutura e Afins do estado de São Paulo (Sintrapav SP). 

O Sintrapav SP esteve na manhã desta quinta-feira, dia 28, no canteiro de obras, junto com o Ministério Público e Ministério do Trabalho, apurando informações sobre o acidente. A Odebrecht reafirma seu rigor nos procedimentos de segurança do trabalho. Até essa quarta-feira, a obra havia registrado 9,5 milhões de horas trabalhadas sem acidentes graves”.

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