Protestos contra a Copa não são surpresa, afirma organizador da Copa da África do Sul
Jordaan diz que futebol mexe com imaginário e avisa: ‘todo mundo sonha em jogar no Maracanã’
Copa do Mundo 2014|Raphael Hakime, do R7

Frequentes no Brasil desde o segundo semestre de 2013, as manifestações contrárias à realização da Copa do Mundo não surpreendem o principal responsável pela organização do Mundial na África do Sul e atual presidente da Associação de Futebol do país, Danny Jordaan.
Ele admite que sediar uma competição desta dimensão “pode ser um problema para países em desenvolvimento”. Jordaan lembra que África do Sul e Brasil precisam enfrentar, além da tarefa de receber o Mundial, as necessidades sociais da população.
— Não é uma surpresa quando a população levanta essa questão: na África do Sul, quando erguemos um estádio de futebol, ela se pergunta: ‘mas por que não construir um hospital, moradias ou uma escola?’.
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A resposta para esse anseio popular é óbvio nas palavras de Jordaan: “uma sociedade não pode ter apenas casas, hospitais e escolas, porque ninguém sonha em ir um dia para o hospital, pelo contrário, sonha em um dia jogar futebol no estádio do Maracanã”.
— Portanto, sim, temos que ter o estádio do Maracanã, mas, sim, também temos que ter o hospital. Aí está o desafio de garantir, ao mesmo tempo, a construção social e atender as necessidades da sociedade. Com toda alocação de recursos públicos para a construção de estádios da Copa [da África do Sul], nós conseguimos aumentar os investimentos para educação, habitação e em outras áreas no mesmo período.



