Política impede craque de cantar hino francês

Karim Benzema é filho de imigrantes argelinos e não aprova a letra da famosa Marselhesa

O hino da França seguramente é um dos mais bonitos dentre o dos 32 participantes da Copa do Mundo. Mas questões políticas impedem que atletas cantem a pleno pulmões a famosa Marselhesa. Filho de imigrantes argelinos, por exemplo, o atacante Karim Benzema preferiu ficar calado antes da partida contra o Equador nesta quarta-feira (25), no Maracanã, em partida válida pela última rodada do Grupo E.

Segundo franceses, o principal problema estaria no verso “que um sangue impuro banhe nosso solo”. A letra é de 1792, época em que o território nacional estava dominado por exércitos estrangeiros. Em uma nova leitura, no entanto, a frase é considerada um ataque aos imigrantes. Grupos dos direitos civis e partidos de ultra-direita travam constantemente debates sempre calorosos no país.

Enquanto os torcedores franceses cantavam o hino francês no Maracanã, Benzema ficava perfilado com seus companheiros, sem sequer mexer a boca. Mais do que isso, o camisa 10 ainda fazia questão de fazer cara de mau. Outros nomes do time também não fazem muita questão de cantar.

Na primeira partida da França neste Mundial, contra Honduras, no Beira-Rio, a equipe foi poupada de tal constrangimento. O mico mesmo ficou por conta da organização do torneio que, devido a uma falha no cabeamento do sistema de som em Porto Alegre (RS), não conseguiu executar o hino francês.

Uma seleção multinacional não é novidade na França. Maior nome do futebol do país, Zinedine Zidane também é filho de argelinos.

Acompanhe a página de Copa do Mundo do R7