Copa do Mundo 2014 Mesmo bancado pela Fifa, Itaquerão ainda preocupa para abertura da Copa

Mesmo bancado pela Fifa, Itaquerão ainda preocupa para abertura da Copa

Prazo de entrega passou para 15 de abril do ano que vem e impede que a Fifa realize testes

Mesmo bancado pela Fifa, Itaquerão ainda preocupa para abertura da Copa

Embora a Fifa e as autoridades brasileiras sigam com o discurso de que o Itaquerão, em São Paulo, está mantido como palco de abertura para a Copa do Mundo de 2014, informações de bastidores vão na contramão, e as obras da Arena Corinthians preocupam muito.

O prazo de entrega do estádio, antes previsto para dezembro deste ano, foi alterado em virtude do acidente causado pela queda de um guindaste responsável por colocar a última parte metálica da cobertura da arena. Dois operários morreram no acidente.

As obras foram paralisadas por três dias e 5% do estádio está interditado pela Defesa Civil para que seja feita uma perícia, que pode levar até 30 dias. O aumento no prazo de 45 a 60 dias dado ao Corinthians após o episódio, com os imprevistos, foi novamente estendido pela Fifa e, agora, vai até o dia 15 de abril de 2014.

Isso significa dizer que a entrega acontecerá faltando pouco mais de um mês para a competição, e qualquer novo problema com a construção pode tirar a cidade de São Paulo do torneio. O curto espaço de tempo também não permite que aconteçam os testes realizados pela Fifa no período que antecede o Mundial. Mais uma preocupação do Itaquerão, as obras de infraestrutura no entorno do estádio ainda não estão nem perto do fim e é quase certo de que não estarão 100% completas a tempo.

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O discurso do presidente da entidade máxima do futebol, Joseph Blatter, é de que não há um plano B.

— Recebemos informações de que o estádio estará pronto em meados de abril, 14 ou 15 de abril do ano que vem. Acreditamos que é uma questão de confiança. Por enquanto, não há plano B.

Veja a tabela completa da Copa do Mundo

O que Blatter não espera, porém, é que mesmo com a extensão do prazo, outras pendências podem colocar em cheque a abertura do Mundial em São Paulo. O Ministério Público do Estado pode pedir a paralisação total das obras, comprometendo a nova data estipulada pela Fifa.

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Os guindastes da obra, fundamentais para a construção, estão vetados a mando do Ministério Público. Também pesa na balança os problemas que a Odebrecht, construtora responsável, enfrentará com logística. A peça metálica que desabou é de porte muito grande e difícil de ser substituída, o que acarreta mais atraso para a entrega final.

Após a finalização por parte do Corinthians, o estádio ainda receberá as arquibancadas temporárias — para 20 mil pessoas — para que a capacidade de torcedores seja a exigida pela Fifa — 65 mil lugares. Essa nova etapa, no entanto, depende da liberação da área atingida no acidente.

A decisão final não pode mais ser adiada, já que com o sorteio da última sexta-feira (6), as cidades-sedes de cada seleção também já foram definidas. Seis partidas estão programadas para a Arena Corinthians, mas a situação ainda é complicada.

As quatro primeiras, na fase de grupos, serão as seguintes: a abertura, Brasil x Croácia, 12 de junho, às 17h; Uruguai x Inglaterra, 19 de junho, às 16h; Holanda x Chile, 23 de junho, às 13h, e Coreia do Sul x Bélgica, 26 de junho, às 17h. São Paulo também será palco de uma oitava de final e uma das semifinais.