Imprensa costa-riquenha vai à forra contra clubes ingleses
Jornalistas e população não entendem por que Campbell é sempre emprestado pelo Arsenal
Copa do Mundo 2014|Eugenio Goussinsky, do R7

A campanha da seleção Costa Rica na Copa de 2014 está levantando o país inteiro. Cada etapa ultrapassada é comemorada pelas ruas de San José, capital do país, como um símbolo do potencial costa-riquenho.
Direto de San José, o jornalista costa-riquenho Milton Montenegro, editor do jornal Al Dia, conta que a cidade pára para assistir às partidas da equipe do técnico José Luis Pinto.
E que a excelente performance da dupla Campbell-Ruiz, é considerada pela imprensa e pela população uma resposta à pouca valorização de ambos na Inglaterra, cuja seleção foi eliminada na primeira fase da Copa, justamente no grupo da Costa Rica, que ficou em primeiro.
—Todos aqui se perguntam: como Campbell não está sendo utilizado pelo Arsenal? Ele vive sendo emprestado pelo clube inglês, mas tem qualidade e merece uma oportunidade de mostrar isso. A Copa do Mundo é a prova disso.
Desde que chegou ao Arsenal, em 2011, Joel Campbell, de 22 anos, foi emprestado por três vezes seguidas pelo clube inglês. No primeiro ano jogou no francês Lorient. No segundo, defendeu o espanhol Real Betis. E em 2013 passou a vestir a camisa do Olympiakos, da Grécia, onde está até hoje.
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O mesmo vale para o criativo meio-campista Bryan Ruiz, que, mesmo mais experiente, com 28 anos, foi emprestado pelo Fulham ao PSV, da Holanda, onde atua. Ruiz já marcou dois importantes gols neste Mundial: um contra a Itália, na vitória por 1 a 0 na primeira fase, e outro contra a Grécia, no empate por 1 a 1, nas oitavas, quando sua seleção venceu o desafio nos pênaltis.
O jornalista Montenegro acredita que a equipe da Costa Rica tem talentos individuais, mas está permanecendo na Copa do Mundo principalmente em função do conjunto.
Ele afirma que a campanha dos Ticos, como são carinhosamente conhecidos a seleção da Costa Rica e a própria população do país, já era considerada a melhor da história da seleção com a classificação para as oitavas de final, mesmo que, em 1990, já houvesse alcançado esta etapa.
—Pela força dos adversários que superamos na fase de grupos, terminando em primeiro, já era a melhor campanha da história. Agora, que já estamos nas quartas, nem se fala. É um momento emocionante de mobilização popular. Muitos negócios fecham, o país praticamente pára para ver o time da Costa Rica.



