Felipão desconversa sobre maior adversário e crava: "Croácia"
Técnico da seleção brasileira lembra que estreia na Copa sempre traz dificuldades
Copa do Mundo 2014|Do R7

A Espanha, campeã mundial? Argentina, de Lionel Messi? Portugal, de Cristiano Ronaldo? Alemanha, com uma das melhores seleções de sua história? Itália e a força da tradição? Nada disso! Questionado a respeito do maior adversário que o Brasil poderia enfrentar em uma eventual final da Copa do Mundo, Luiz Felipe Scolari preferiu desconversar. Recorrendo ao velho discurso boleiro do “é preciso pensar jogo a jogo”, o técnico respondeu que será a Croácia, adversário da estreia do Mundial.
— A grande seleção a ser derrotada é a Croácia, pois começamos contra eles. Não adianta pensar na final se não dermos os passos iniciais. Depois, é passo a passo para chegar à decisão e aí não interessa quem seja o adversário. É importante que os jogadores saibam que o primeiro passo é a Croácia. Este é o time mais importante no momento
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Convocada nesta quarta-feira (7), a seleção brasileira abre o Mundial 2014 em casa contra a equipe do Leste Europeu no dia 12 de junho, no Itaquerão, em São Paulo. Na história das Copas, o Brasil começou com derrota em apenas duas oportunidades: 1930 (1 x 2 diante da Iugoslávia) e 1934 (1 x 3 Espanha); já em 1962, 1974 e 1978, o resultado inicial foi um empate.
Apesar do histórico favorável, o experiente Felipão lembra que a estreia de uma Copa é uma partida diferente das demais. E ele se lembra o motivo disto:
— A estreia é aquele frio na barriga, aquela coisa do ‘Será que vai dar certo?’ e sempre tem a espera muito maior do torcedor. São uma série de situações que fazem com o primeiro jogo seja um pouco mais difícil na parte psicológica do que outros
Coincidência ou não, nas últimas edições do Mundial de fato o Brasil teve dificuldades na estreia. Diante da mesma Croácia em 2006, o placar foi um magro 1 a 0 – quatro anos antes, quando Felipão estava no comando do time verde-amarelo, a Turquia caiu somente por 2 a 1, mesmo resultado do primeiro jogo do time na África do Sul 2010, contra a fraca Coreia do Norte:
— Temos que estar muito bem preparados. O primeiro jogo é a nossa espera, a espera do povo... Se der certo, tudo flui normalmente. Senão, a gente começa a ter receio. E sabe-se que, em uma Copa, quem perde a primeira partida fica em uma situação de dificuldade enorme.



