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BRASILEIRO 2022

Felipão descarta clima de guerra em jogo com Colômbia

"Somos favoritos", garante o técnico brasileiro

Copa do Mundo 2014|Do R7

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"Vamos abraçados até o fim", diz
Felipão
"Vamos abraçados até o fim", diz Felipão

Luiz Felipe Scolari não espera uma guerra diante da Colômbia, nesta sexta-feira, em Fortaleza, na disputa por uma vaga à semifinal da Copa do Mundo. O treinador da seleção disse que o jogo dos colombianos é parecido com o do Brasil e a tendência é de um futebol mais leal no Castelão.

Bem-humorado, mas sem deixar de ser duro, Felipão garantiu que o discurso otimista a respeito do favoritismo brasileiro continua de pé. Nem poderia ser diferente.


— O Parreira tem toda a razão, somos, sim, favoritos. Dissemos que eram sete degraus (para ser campeão), já estamos no quinto. O discurso está certo. Nem poderia se diferente. Nosso torcedor não quer ouvir que não somos os favoritos.

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Para chegar ao sexto degrau (a semifinal da Copa), Felipão disse que é preciso respeitar a Colômbia, adversário no Castelão. O confronto, porém, não é entendido como uma batalha.

— O jogo com a Colômbia vai ser muito difícil, mas muito difícil mesmo. Mas bem diferente do que enfrentamos contra o Chile. Quando jogamos com os chilenos, uruguaios e argentinos, o clima é de guerra. Eles sempre têm uma artimanha, um jeito duro... é uma guerra.


Nesse clima menos bélico, o técnico da seleção garantiu que não vai mudar o esquema tático do time e adiantou que não vai fazer uma marcação especial no meia James Rodríguez, a sensação da Colômbia e da Copa.

— O James é muito bom, a Colômbia tem grandes jogadores, mas não vamos fazer uma marcação individual. Nenhuma seleção nessa Copa fez uma marcação individual. A única que fez foi a Holanda no jogo contra o Chile com o Kuyt marcando aquele menino do Barcelona, o Alexis Sánchez. O Brasil vai marcar por setor, como sempre fizemos.


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Depois de falar do adversário, Felipão voltou ao assunto da conversa reservada que teve com seis jornalistas durante a semana na Granja Comary. Questionado se estava arrependido de ter selecionado apenas seis profissionais no amplo universo da imprensa que acompanha a seleção na cobertura da Copa, o treinador voltou ao seu velho estilo.

— Não me arrependo. Que mal tem conversar com jornalistas que eu conheço há mais de 20 anos, que eu respeito, que são amigos? Conversei porque queria ouvir deles a respeito do nosso trabalho. Qual é o problema? Quem não foi convidado achou ruim... fazer o quê? Ciúme de homem é 'brabo'. Quem não gostou que vá pro inferno.

Felipão disse ainda que não trocaria um dos 23 jogadores convocados por um que ele não chamou para a Copa. Ele garante que "o que disse é que acrescentaria um que tenha característica que se encaixa nos jogos que vamos ter daqui para frente. Só isso. Chamei 23, confio neles e vamos abraçados até o fim".

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