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Executivo ligado à Fifa é acusado de envolvimento com máfia de ingressos

Ele foi preso nesta segunda(7); empresa teria vínculos com sobrinho de Blatter

Copa do Mundo 2014|Do R7

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Ingressos destinados a ONGs eram vendidos clandestinamente
Ingressos destinados a ONGs eram vendidos clandestinamente

A prisão do ex-jogador de futebol argelino, Mohamadou Mamina Fofana, na semana passada, não satisfez a Polícia Civil, que continua empenhada em desfazer a máfia de cambistas de ingressos da Copa do Mundo.

Nesta segunda-feira (7), foi a vez do chefe de Fofana, Raymond Whelan, ser preso no Rio de Janeiro. Whelan, outro suspeito de integrar a rede clandestina, é CEO da Match Services


A empresa seria ligada a um sobrinho do presidente da Fifa, Joseph Blatter, e comercializa ingressos para patrocinadores do Mundial.

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Whelan foi detido no Copacabana Palace. O quarto onde estava hospedado foi revistado após a detenção. Já no momento da prisão de Fofana, centenas de ingressos fornecidos como cortesia pela Fifa, a ONGs e outras entidades, foram apreendidos pela Polícia.

A partir da ação, os policias se aprofundaram nas investigações da chamada Operação Jules Rimet, até chegar a Whelan. Acuada, a Fifa disse que entregou uma lista com os números de telefone pedidos pelas autoridades, já que foram detectadas algumas ligações de Fofana para um número da entidade.

A polícia informou na semana passada que esta rede vinha funcionando há quatro Copas. Alguns ingressos chegavam a ser negociados por R$ 35 mil, sendo que o valor de cada lote chegava a R$ 700 mil. A expectativa de lucro do grupo girava em torno de R$ 200 milhões nesta Copa.

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