Em entrevista, Lula admite que Brasil não é mais "país do jogo bonito"
Ex-presidente diz que transformações no futebol mudaram um pouco seu sentimento
Copa do Mundo 2014|Do R7

O ex-presidente Lula ganhou destaque na capa do jornal esportivo francês L'Équipe nesta terça-feira (10), devido a sua paixão pelo futebol, e em entrevista admitiu que a seleção brasileira deixou de apresentar a forma de jogar que a consagrou.
— O Brasil já não é o país do jogo bonito".
Na página 1 da publicação, uma imagem do ex-presidente é apresentada com a manchete "A paixão do futebol segundo Lula". Na conversa com jornalistas do jornal francês, a seleção da Alemanha foi elogiada: "Tratam a bola com o mesmo amor (dos brasileiros)".
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Apesar de garantir que se reunirá com a família, tomando uma cervejinha, para acompanhar os jogos, Lula admitiu que as transformações no futebol mudaram um pouco o sentimento com relação ao jogo.
— Quando os brasileiros entram em campo contra a Espanha, conhecem os rivais melhores do que suas próprias mulheres. O futebol perdeu a emoção e nós perdemos nosso estilo.
Apesar disso, o líder político de 68 anos, garantiu que ao lado de Alemanha, Espanha, Portugal, França e Itália, a seleção brasileira não pode ser descartada do grupo dos principais candidatos do título da competição.
— Um país que organiza a Copa, e que tem o histórico do Brasil, é necessariamente favorito.
Sobre rivais "próximos", o ex-presidente criticou a zaga da seleção argentina, apesar de destacar o poderio ofensivo de Lionel Messi e companhia. Quanto aos uruguaios, pediu atenção ao poderio ofensivo de Luis Suárez e Edinson Cavani.
A entrevista ao L'Équipe também teve como tema a organização da Copa e a preparação do Brasil para o torneio. Lula garantiu que a competição de futebol e os Jogos Olímpicos de 2016 ajudarão a promover avanços no país.
— Nós podemos reclamar de tudo, mas o legado será extraordinário.
Ex-líder sindical, Lula ainda defendeu na entrevista o direito de manifestação popular. No ano passado, os protestos foram constantes em dias de jogos da Copa das Confederações.
— Temos que lutar todos os dias para avançar e o governo não deve interpretar mal que as pessoas saíam às ruas.



