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Classificação da Argentina para final da Copa faz Rio redobrar cuidados com segurança

Classificação da Argentina para final da Copa faz Rio redobrar cuidados com segurança

Copa do Mundo 2014|Do R7

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Milhares de argentinos vibraram em Copacabana na quarta-feira (9)
Milhares de argentinos vibraram em Copacabana na quarta-feira (9)

Depois de invadir o Rio Grande do Sul, Brasília e São Paulo, a torcida argentina promete tomar as ruas do Rio de Janeiro para acompanhar a final da Copa do Mundo, no domingo (13), contra a Alemanha, no Maracanã. Para minimizar o risco de confrontos entre as torcidas finalistas ou entre argentinos e brasileiros, dado o tamanho da rivalidade, o Ministério da Justiça já anunciou que disponibilizará maior efetivo da Força Nacional para este fim de semana no Rio. A Polícia Militar deve colocar, no mínimo, 2.500 agentes nas ruas.

Um grande número de argentinos já está na cidade desde o começo da Copa, com seus veículos estacionados na Cidade do Samba, no centro da capital. Eles criaram a rotina de se reunir na arena Fifa Fan Fest, em Copacabana, na zona sul, onde costumam lotar o espaço para torcer pelo telão.


Mesmo que os ingressos para a final já estejam esgotados, milhares de “hermanos” devem desembarcar no Rio de Janeiro pela chance de festejar o título na cidade-sede. A Aerolineas Argentinas, principal companhia aérea do país vizinho, já prepara voos especiais para atender à demanda, como ocorreu na “invasão” a São Paulo nesta quarta-feira (9).

No primeiro jogo da Argentina na Copa, justamente no Rio de Janeiro, a polícia montou um esquema especial para caçar os "barra bravas", membros de torcidas organizadas conhecidos por atitudes violentas na Argentina. Naquela ocasião, em 15 de junho, policiais argentinos atuaram infiltrados ao redor do Maracanã para apontar aos policiais brasileiros a possível presença dos conhecidos “torcedores-problema”. Ainda não foi confirmado se o método voltará a ser utilizado na final.


Correção de erros

As forças de segurança trabalham para corrigir os erros ocorridos no Maracanã durante a Copa do Mundo, apontados pelos relatórios produzidos pelo Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios) da Policia Militar. Os documentos mostram, inclusive, que pessoas armadas entraram no estádio sem ser incomodadas, nos jogos entre a Argentina e a Bósnia, no dia 15 de junho, e entre o Chile e a Espanha, no dia 18.


“As revistas utilizadas apresentaram várias falhas, permitindo que garrafas, latas, líquidos diversos e pessoas armadas entrassem no estádio sem ter sua identidade e o competente porte de arma verificados. Tal fato foi constatado em razão de policiais militares do Gepe terem sido abordados por policiais de folga, já no interior do estádio, que solicitavam informações sobre possível acautelamento de armas”, diz um dos relatórios.

De acordo com a PM, os policiais de folga que estavam armados dentro do estádio disseram que não foram abordados pelos seguranças privados e que os detectores de metal do Maracanã não estavam funcionando.


O problema não foi relatado nos dois jogos seguintes (Bélgica x Rússia, no dia 22, e França x Equador, no dia 25), mas voltou a ocorrer no jogo das oitavas de final, na partida entre Colômbia e Uruguai, no dia 28 de junho.

Ainda segundo os relatórios, não existe controle sobre a autenticidade dos ingressos nas primeiras entradas do Maracanã, o que permitiu que pessoas com bilhetes falsos invadissem o estádio e praticassem furtos. O número de vigilantes também foi considerado insuficiente para controlar a entrada dos torcedores.

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