Chilenos pagam R$ 2,2 mil por ingresso e veem Fifa como maior adversário nas oitavas
Torcedores da La Roja não temem mais a arbitragem do que a seleção brasileira
Copa do Mundo 2014|Eugenio Goussinsky, do R7

Entre os chilenos que não conseguiram entradas para o Itaquerão, o clima era de confiança na seleção e muita desconfiança em relação aos bastidores desta Copa do Mundo. Nem a derrota por 2 a 0 para a Holanda, que colocou a equipe chilena na segunda colocação do grupo desanimou os torcedores.
Os primos Ruben Barril (32) e Tito Barril (30) já estão negociando as entradas para as oitavas de final, em Belo Horizonte. E dispostos a pagar US$ 1 mil por ingresso. Ruben, que é arquiteto, está empolgado e não liga para o preço inflacionado que terá de desembolsar por um lugar em um setor popular do Mineirão.
— Estamos conversando com uma colombiana que irá nos vender as entradas. Eliminar o Brasil no Brasil é algo que vale esta quantia.
Os milhares de torcedores vindos do Chile estavam presentes à Fan Fest, no centro da São Paulo, onde assitiram à partida de sua seleção. E uma tese era praticamente unâmine. A equipe comandada por Jorge Sampaoli vai ter de enfrentar, além do time brasileiro, as arbitragens duvidosas.
A opinião do empresário Rodrigo Almenbar era compartilhada por todos os torcedores da “La Roja” no Vale do Anhangabaú, onde estava ocorrendo a Fan Fest, para 30 mil pessoas que lotaram o local na capital paulista.
— O Chile tem futebol e pode superar o Brasil. A seleção brasileira vem mais aberta do que a Holanda e não tem jogado tão bem. Esse é o momento. Nossa maior preocupação não é com o adversário, mas com a Fifa. As arbitragens vão nos dificultar e esta Copa foi moldada para que o Brasil vença.



