Brasil e Argentina carregam sorte e semelhanças em busca de uma inédita final de Copa
Eleito craque do jogo contra a Suíça, o próprio Messi admitiu que time não foi bem
Copa do Mundo 2014|Paulo Amaral, do R7

O Brasil passou um tremendo sufoco diante do freguês Chile, mas garantiu presença nas quartas de final após vitória nos pênaltis. A Argentina penou para vencer a pouco badalada Suíça e só saiu vitoriosa do Itaquerão, na última terça-feira (1º), graças à genialidade de Lionel Messi, que fez toda a jogada do gol de Di Maria, marcado a três minutos do término da prorrogação.
Depender de um craque e seus coadjuvantes parece ser a tônica dos maiores rivais sul-americanos, que vão passando aos trancos e barrancos pelos adversários rumo a uma inédita final de Copa do Mundo. Enquanto Neymar chama a responsabilidade no Brasil, ora ajudado por Oscar, ora por Hulk, Messi faz o mesmo papel na Argentina, escorado pelo eficiente Di Maria e, às vezes, por Mascherano, excepcional contra os suíços.
Apesar de ter evitado projetar um possível encontro contra a seleção brasileira na grande decisão da Copa 2014, Messi não escondeu que a Argentina tem passado mais sufoco do que esperava e que deve dedicar parte da suada classificação à sorte.
Copa também tem imagens bizarras
— A partida foi muito difícil e sabíamos que seria assim. Poderíamos ter que decidir nos pênaltis, mas o gol saiu no fim. A sorte esteve do nosso lado.
O atacante Higuaín, que teve participação discreta na partida e foi comparado a Fred, camisa 9 do Brasil, por alguns jornalistas presentes ao Itaquerão, também não quis projetar o duelo mais esperado da história das Copas, mas citou justamente o time brasileiro para explicar o sufoco argentino no Itaquerão.
— Todos os jogos das oitavas estão sendo complicados, e muitos já tiveram prorrogação. O Brasil teve que passar pelos pênaltis. Nenhuma grande seleção está imune ao sofrimento.



